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Postado em 15/10/2012 por VEJASP | Comentários

Miguel Barbieri Jr., crítico da Vejinha, agora tem blog

O crítico Miguel Barbieri Jr. já avaliou mais de 5000 filmes desde que começou a trabalhar na revista VEJA SÃO PAULO, em 2000. É como se ele não ficasse um dia sequer com os olhos longe de uma tela – em média, são 400 produções vistas por ano.

Sua paixão pelo cinema, a experiência adquirida sentado na poltrona, o bom-senso ao fazer indicações ou sar opiniões e os textos inteligentes serão compartilhados agora também no blog Tudo sobre Cinema. A poucos dias da abertura de uma nova Mostra Internacional, Miguel escreve, no post de estreia, sobre sua relação com o evento, que ele acompanha há mais de duas décadas. Antes de pegar um cineminha, portanto, não deixa de acessar o blog.

A partir de agora, o Cine Vejinha cede lugar ao Tudo sobre Cinema. Boa leitura!

Postado em 01/10/2012 por VEJASP | Comentários

Veja o trailer de “Ruby Sparks — A Namorada Perfeita”

Cena de "Ruby Sparks — A Namorada Perfeita": Paul Dano e Zoe Kazan protagonizam novo longa dos criadores de "Pequena Miss Sunshine" (foto: Divulgação)

Ruby Sparks — A Namorada Perfeita é um dos filmes mais aguardados na mais recente edição do Festival do Rio, que começou na semana passada. O longa é a nova produção dos diretores do cultuado Pequena Miss Sunshine (2006), e apresenta Paul Dano como um jovem escritor que enfrenta uma crise criativa. Para dar continuidade ao seu trabalho, ele cria uma personagem por quem se apaixona:  a namorada perfeita do título (Zoe Kazan).

Quem não pode ir ao Rio de Janeiro assistir ao filme, não se preocupe — ele chega ao circuito comercial no próximo dia 12. O longa ainda conta com Antonio Banderas e Annete Bening.

Confira o trailer abaixo:

 

Postado em 24/09/2012 por VEJASP | Comentários

“Ted”

Por Miguel Barbieri Jr.

Mark Whalberg contracenam com o ursinho Ted na animação: de personalidade forte, o personagem parece de verdade

Entra ano, sai ano e Hollywood revela um nome do humor saído da TV. Alguns bons exemplos são o diretor e roteirista Judd Apatow (“O Virgem de 40 Anos”) e o ator Sacha Baron Cohen (“O Ditador”). O cara da vez se chama Seth MacFarlane, criador do cultuado seriado de animação “Uma Família da Pesada” (1999-2012). Em sua estreia no cinema (como diretor e roteirista), MacFarlane marcou um golaço: “Ted”, além de divertidíssimo, faturou cerca de 217 milhões de dólares nos Estados Unidos e ocupa a sexta posição no ranking das maiores bilheterias de 2012 naquele país. Ted segue a linha da “comédia para marmanjos”, cujo ápice de sucesso se deu em “Se Beber, Não Case!”, de 2009. Há, porém, um abismo entre as duas fitas. Sem apelações grotescas e muito mais inteligente e perspicaz, a produção pode também agradar às mulheres — sua história envolve romance e traz um urso de pelúcia como protagonista. Mas calma lá. Não se trata de um personagem fofinho nem infantil. A trama começa em meados da década de 80 e flagra a solidão do menino John. Para fazer companhia ao filho, seus pais o presenteiam no Natal com o tal brinquedo. John quer que Ted ganhe vida e seu desejo é atendido (!). Já aos 35 anos, John (um papel sob medida para Mark Wahlberg) virou atendente numa locadora de carros em Boston, mora há quatro anos no apartamento da namorada (Mila Kunis) e ainda tem em Ted (dublado por MacFarlane na versão em inglês) seu único amigo. Eles adoram assistir à ficção trash “Flash Gordon” (1980) na TV, sempre acompanhados de cerveja e, olha só, substâncias ilícitas.

Longe de ser um modelo, o desbocado Ted transa com prostitutas e adora uma balada de arromba. Impressionante: embora uma criação digital, o personagem de personalidade forte parece mesmo de verdade. MacFarlane, de 38 anos, pode ser considerado a versão americana de Baron Cohen. Tal qual o humorista inglês, ele não perdoa nada nem ninguém em sua sátira ácida. Na mira dos disparos hilários estão de judeus a gays, da cantora Norah Jones ao galãzinho Taylor Lautner (“Crepúsculo”). Ted, contudo, incide numa graça menos ofensiva e recheada de citações do universo pop. Quem pescar as piadas vai saber que assistiu a uma das melhores comédias do ano.

+ Onde assistir a “Ted”
+ Os melhores filmes em cartaz; salas e horários
+ “Ted” e outras animações sob medida para marmanjos

AVALIAÇÃO: ✪✪✪✪

Postado em 21/09/2012 por VEJASP | Comentários

“Tudo o que Desejamos”

Por Miguel Barbieri Jr.

Com ótimas atuações, drama é mais um exemplo da boa fase do cinema francês

Casada e mãe de dois filhos, Claire (Marie Gillain), de 32 anos, é juíza na cidade de Lyon, na França. Seu agitado cotidiano sofre um forte abalo: ela descobre que tem um tumor no cérebro e poucos meses de vida. Claire decide esconder sua morte iminente da família e ajudar Céline (Amandine Dewasmes), uma moça que pediu dinheiro emprestado a uma financeira e, sem condições de pagar, está sendo processada. Para isso, encontra a ajuda do colega de profissão Stéphane (Vincent Lindon). Diretor de “Bem-Vindo” (2009), Philippe Lioret entrelaça uma história de tribunal com drama familiar numa fita de tom emocional sem apelações. Até mesmo as sequências previsíveis são superadas pela entrega total dos atores aos papéis e pela sinceridade na abordagem de temas duros. Ao lado de “Intocáveis”, ainda em cartaz, trata-se de mais um bom exemplo da recente filmografia francesa.

+ Onde assistir a “Tudo o que Desejamos”
+ Os melhores filmes em cartaz; salas e horários

AVALIAÇÃO: ✪✪✪

Postado em 21/09/2012 por VEJASP | Comentários

“O Monge”

Por Miguel Barbieri Jr.

"O Monge": personagem de Vicente Cassell é tentado pelo diabo

Um bebê é deixado na porta de um mosteiro próximo a Madri no século XVII. Criado pelos frades, Ambrósio (Vincent Cassel) também torna-se um capuchinho. Por causa de seus sermões sempre empolgantes, o monge atrai multidões e vira alvo de olhares desejosos das mulheres. A chegada de um garoto, que vive mascarado por causa de queimaduras no rosto, coloca o protagonista em situação delicada. Diretor dos surpreendentes “Harry Chegou para Ajudar” (2000) e “Lemming — Instinto Animal” (2005), Dominik Moll segue na linha do suspense dramático, porém polemiza aqui com um argumento envolvendo a Igreja Católica. Além de belas locações na Espanha, a fita traz um desfecho imprevisível.

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AVALIAÇÃO: ✪✪✪

Postado em 21/09/2012 por VEJASP | Comentários

“Tinker Bell — O Segredo das Fadas”

Por Miguel Barbieri Jr.

'Tinker Bell — O Segredo das Fadas': fadas do verão correm o risco de perder as asas caso cheguem ao bosque do inverno

As fadas do verão correm risco de perder as asas caso cheguem ao bosque do inverno. Curiosa, Tinker Bell atravessa a fronteira e, surpresa!, ela ganha um brilho extraordinário. Ao se aproximar de Periwinkle, a fada da geada, ocorre o mesmo fenômeno. O segredo de tal magia será revelado pela experiente Dewey, que conhece a conexão entre as duas.

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Sem avaliação

Postado em 21/09/2012 por VEJASP | Comentários

“Dredd”

Por Miguel Barbieri Jr.

"Dredd": remake de fita de 1995 estrelada por Sylvester Stallone

Na falta de novos roteiros, Hollywood anda reciclando as fitas das décadas de 80 e 90 em refilmagens dispensáveis, entre elas as de “A Hora do Espanto” e “Conan, o Bárbaro”. O remake aqui é o da ficção científica “O Juiz”, estrelada por Sylvester Stallone em 1995. De armadura e capacete em tempo integral, o neozelandês Karl Urban (“Padre”) assume o papel principal. Ele é Dredd, um dos juízes que, no futuro, tem o poder de julgar bandidos na hora do crime e, se condenados, de executá-los na sequência. A região em torno de Nova York virou um antro de marginais. Num complexo de apartamentos decadentes, a ex-prostituta Ma-Ma (Lena Headey) virou uma poderosa traficante. Dredd vai até lá para resolver um caso de triplo homicídio e, acompanhado de uma novata (papel de Olivia Thirlby), prende um dos capangas de Ma-Ma. A partir daí, a vilã manda fechar todas as saídas do local e convoca os moradores a caçar Dredd e sua parceira. Diretor do engenhoso “Ponto de Vista” (2008), Pete Travis não economiza na violência explícita com direito a corpos decepados e tiroteios ensurdecedores. Embora tenha um clima de tensão permanente e uma original visão apocalíptica do amanhã, a fita se vale de estereótipos para dividir os bons e os malvados sem nenhuma sutileza.

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AVALIAÇÃO:  ✪✪

Postado em 21/09/2012 por VEJASP | 1 comentário

“Poder Paranormal”

Por Miguel Barbieri Jr.

"Poder Paranormal": Robert De Niro interpreta um médium

Tão enxuto e original, “Enterrado Vivo” marcou a estreia em longametragem do diretor espanhol. Dois anos depois, Rodrigo Cortés retorna às telas mais ambicioso, com elenco estelar e… decepciona. Também de sua autoria, o roteiro traz um tema instigante e um começo promissor. A psicóloga Margaret Matheson (Sigourney Weaver) e seu assistente, o físico Tom Buckley (Cillian Murphy), são especialistas em desmascarar charlatões envolvidos em eventos paranormais. Extremamente cética, Margaret perdeu a fé desde que seu filho sofreu um acidente décadas atrás e entrou em coma. Mas eis que o famoso e poderoso Simon Silver (Robert De Niro) reinicia sua carreira de parapsicólogo após um hiato de quase trinta anos. Ele está na cidade para uma apresentação e Buckley pretende testar as habilidades dele. A partir daí, o interessante drama vira um pastiche de suspense emoldurado por efeitos visuais que tendem ao ridículo.

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AVALIAÇÃO: ✪✪

Postado em 21/09/2012 por VEJASP | Comentários

“Expedicionários”

Por Miguel Barbieri Jr.

Cena de "Expedicionário": o documentarista Otavio Cury vai à Amazônia acompanhar o dia a dia de uma equipe de médicos

Diretor do recente “Constantino”, Cury foi até o norte da floresta amazônica para conhecer o trabalho dos Expedicionários da Saúde. O grupo de médicos voluntários sai de Campinas para realizar cirurgias na aldeia de Vila Nova. Ao longo de oito dias, o cineasta acompanhou o atendimento a cerca de 500 pacientes, em geral índios de etnias diferentes.

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Sem avaliação

Postado em 21/09/2012 por VEJASP | Comentários

“Ponto Org”

Por Miguel Barbieri Jr.

Drama nacional "Ponto Org": mix de ficção com fatos do cotidiano

Metido a experimental, o drama não para em pé com sua história que tenta mesclar ficção com fatos do cotidiano. A cineasta Patrícia Moran erra em tudo: do elenco ao roteiro fraco passando por uma irritante direção de câmeras trêmulas. Na trama, se é que há alguma, dois roteiristas (papéis de Erika Altemyer e do rapper Renegado) fornecem câmeras para três moleques de rua com o objetivo de registrar o cotidiano deles debaixo do Minhocão. Segue-se, então, uma baboseira interminável (apesar da curta duração) e sem rumo. Paulo César Peréio e Teuda Bara (“O Palhaço”) tentam dar algum estofo dramatúrgico, mas só fazem papelão.

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AVALIAÇÃO: péssimo

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