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“Os Mercenários 2″

Por Miguel Barbieri Jr. Vencedor do Oscar de melhor filme em 1977, “Rocky, um Lutador” impulsionou a carreira de Sylvester Stallone, indicado aos prêmios de melhor ator e roteiro. A partir daí, ele achou que sabia atuar, escrever e, posteriormente, dirigir. Esse notável canastrão de Hollywood estrelou produções eletrizantes, como “Tango & Cash” (1989) e […]

Por VEJASP
Atualizado em 27 fev 2017, 12h08 - Publicado em 31 ago 2012, 10h34

Por Miguel Barbieri Jr.

“Os Mercenários 2”: valentões do cinema dos anos 80 trocam socos e piadas

Vencedor do Oscar de melhor filme em 1977, “Rocky, um Lutador” impulsionou a carreira de Sylvester Stallone, indicado aos prêmios de melhor ator e roteiro. A partir daí, ele achou que sabia atuar, escrever e, posteriormente, dirigir. Esse notável canastrão de Hollywood estrelou produções eletrizantes, como “Tango & Cash” (1989) e “Risco Total”(1993). Na maioria das vezes, porém, se meteu em trabalhos de gosto duvidoso, reprisando cinco vezes o papel de Rocky Balboa e protagonizando a trilogia Rambo. Em 2010, aos 64 anos e mumificado por plásticas, Stallone se reinventou ao unir brucutus do passado (Dolph Lundgren, Mickey Rourke) e do presente (Jason Statham) para rodar uma fita de ação na fórmula do cinepancadaria da década de 80. “Os Mercenários” rendeu quase 270 milhões de dólares e, óbvio, ganhou uma continuação. Uma boa notícia: embora irregular, “Os Mercenários 2″ revela-se superior ao original.

Já no começo do longa, quando o bando do mercenário Barney Ross (Stallone) resgata um chinês sequestrado no Nepal, dá para ter uma ideia do potencial do diretor Simon West, o mesmo de “Con Air” (1997): explosões barulhentas, artilharia pesada e golpes de gente graúda nas artes marciais. Na trama principal, Ross vai até a Albânia para uma missão e lá um de seus parceiros é morto pelo vilão vivido por Jean-Claude Van Damme. Além de querer vingança, a equipe de Ross precisa encontrar toneladas de plutônio antes de o carregamento parar nas mãos do inimigo. Deixe de lado o roteiro rasteiro e o tom dramático dado à história por seu criador. O humor, grande trunfo do enredo, está estampado nas caras sarcásticas dos coadjuvantes Chuck Norris, Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis, Van Damme e outros valentões. Responsáveis pelo delicioso tom de comédia, eles interpretam como se estivessem num set entre amigos. Referências a personagens anteriores dos astros e piadas com a idade e a aparência deles respondem por momentos hilariantes. Um exemplo? Schwarzenegger arranca a porta de um veículo Smart e, no assento, resmunga: “Pô, este carro é menor do que o meu sapato!”.

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