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“Totalmente Inocentes”

Por Miguel Barbieri Jr. Não dava para esperar algo melhor de quem dirigiu o horrendo curta-metragem “Who’s Gonna Fuck My Wife” (de tradução impublicável), exibido no Festival de Paulínia em 2010. Descendo ainda mais a ladeira artística e moral, o realizador e corroteirista Rodrigo Bittencourt apela aqui para uma tentativa tosca de parodiar o subgênero […]

Por VEJASP Atualizado em 27 fev 2017, 12h07 - Publicado em 6 set 2012, 20h25

Por Miguel Barbieri Jr.

“Totalmente Inocentes”: besteirol nacional a ser evitado

Não dava para esperar algo melhor de quem dirigiu o horrendo curta-metragem “Who’s Gonna Fuck My Wife” (de tradução impublicável), exibido no Festival de Paulínia em 2010. Descendo ainda mais a ladeira artística e moral, o realizador e corroteirista Rodrigo Bittencourt apela aqui para uma tentativa tosca de parodiar o subgênero favela movie, cujos maiores expoentes são “Tropa de Elite” e “Cidade de Deus”. Além da história sem graça, a comédia incita a sexualidade e a violência em crianças. Abominável, a trama mostra a paixão que o adolescente Da Fé (Lucas D’ Jesus) sente pela vizinha Gildinha, uma morenaça interpretada por Mariana Rios. Eles moram na comunidade DDC, recém-tomada pelo traficante Do Morro (Fábio Porchat). Para conquistar um estágio numa revista, Gildinha promete para o repórter fotográfico Wanderley (Fábio Assunção) conseguir uma entrevista exclusiva com o chefão do tráfico. Mas, atrapalhado e covarde, o jornalista só vai criar confusões. Do implausível tipo bobalhão feito por Assunção à lésbica que apalpa mocinhas da redação (papel de Ingrid Guimarães), abundam estereótipos e preconceitos — há até um dicionário de “boiolês”. O longa-metragem não deixa dúvida: trata-se da pior espécie de cinema, a ser evitado por qualquer espectador de bom senso.

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AVALIAÇÃO: péssimo

 

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