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Pazuello culpa fuso horário e não dá data para chegada de vacinas da Índia

"Nós estamos recebendo a sinalização de que isso poderá ser resolvido nos próximos dias dessa semana", disse o ministro da Saúde

Por Redação VEJA São Paulo 18 jan 2021, 18h44

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, declarou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (18) no Palácio do Planalto, que a conclusão da viagem para trazer um carregamento de vacinas importadas da Índia deve ter uma resolução ainda “nesta semana”.

“Todos os dias nós temos tido reunião diplomática com a Índia. O fuso horário é muito complicado. Nós estamos recebendo a sinalização de que isso poderá ser resolvido nos próximos dias dessa semana”, disse.

Até o momento não há uma definição entre os governos brasileiro e indiano sobre a data em que o embarque dos imunizantes pode ser feito. O Brasil tem uma aeronave da companhia aérea Azul disponível para buscar o lote com 2 milhões de doses, mas diante das dificuldades na conclusão da aquisição, a aeronave permanece no país enquanto o governo tenta resolver a situação.

“Não tenho resposta positiva até agora. Estamos contando com essas 2 milhões de doses para que a gente possa atender mais ainda a população”, informou Pazuello.

A vacina é a desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório do Reino Unido Astrazeneca. O Brasil firmou um acordo de transferência tecnológica para a produção das doses pela Fundação Oswaldo Cruz.

Uma parte das doses fabricadas na Índia está em tratativas para aquisição com o objetivo de acelerar a primeira etapa de vacinação no Brasil.

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Caso a importação seja viabilizada, as 2 milhões de doses serão somadas às 6 milhões da Coronavac importadas da China pelo Instituto Butantan, que atua em parceria com a farmacêutica chinesas Sinovac.

Nesta tarde, o Palácio do Planalto tuitou que o presidente Jair Bolsonaro participou nesta segunda-feira de uma audiência com o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy.

Com informações da Agência Brasil 

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