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Dimas Covas teme piora na pandemia no Brasil e fala sobre novas variantes

Segundo o diretor do Butantan, taxa de transmissão de cepas é entre 30% e 50% mais rápida

Por Redação VEJA São Paulo 26 fev 2021, 11h54

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que a pandemia da Covid-19 pode piorar no Brasil. Em entrevista à Globonews na manhã desta sexta-feira (26), o cientista se mostrou temeroso de que situações vividas em Manaus e Araraquara possam se espalhar pelo país. As cidades enfrentam colapso no sistema de saúde.

“Está aí o exemplo de Manaus, Jaú, Araraquara. Podem não ser exemplos isolados. Isso pode ser a nova forma de comportamento, que é rapidamente atingir e levar pessoas aos hospitais e lotar as nossas UTIs“, disse ele em conversa com o repórter José Roberto Burnier.

Covas afirmou que a vacinação é muito importante, mas que o momento atual é o de controlar a disseminação do vírus e impedir a circulação de variantes. Segundo ele, as novas cepas têm grau de transmissão maior, entre 30% e 50%.

As novas variantes têm taxa de transmissão maior, pelo menos 30% a 50% mais rápidas, e ainda temos a possibilidade que elas possam ser mais agressivas. Isso têm explicado por que em janeiro e fevereiro estamos batendo recordes. Na minha visão, isso deve piorar um pouco pois, embora estejamos fazendo a vacinação, a velocidade da epidemia é maior.”

Na última quarta-feira (24), o governador de São Paulo anunciou o que chamou de ‘toque de restrição’ no estado. Não se trata de lockdown, nem de toque de recolher, pois não haverá impedimento legal de circulação de pessoas. Segundo a administração, a fiscalização será intensificada durante o período noturno, entre 23h e 5h.

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