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São Paulo restringe circulação de pessoas no estado entre 23h e 5h

A medida vale de 26 de fevereiro a 14 de março e visa evitar grandes aglomerações de pessoas

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 24 fev 2021, 14h17 - Publicado em 24 fev 2021, 12h49

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou que todo o estado paulista deverá cumprir o que chamou de toque de restrições’ das 23h às 5h com o intuito de diminuir a disseminação da Covid-19. A medida ocorre na semana em que São Paulo bateu o recorde de internações diárias em UTI devido a doença. A medida vale de 26 de fevereiro a 14 de março.

“Dado ao fato de que chegamos ao recorde de internados com Covid-19 no sistema hospitalar de São Paulo, o governo de São Paulo, atendendo expressa recomendação do centro de contingência, decreta restrição de circulação de pessoas das 23h às 5h em todo o estado, de 26 de fevereiro a 14 de março”, disse o governador João Doria em coletiva de imprensa nesta quarta (24).

Os serviços essenciais continuarão a funcionar normalmente durante qualquer período, inclusive o horário restrito. Também não haverá advertência, multa ou impedimento à circulação de trabalhadores. Na prática, o governo do estado vai endurecer a fiscalização contra aglomerações em qualquer horário e eventos ilegais ou proibidos aos finais de noite e madrugadas.

De acordo com a gestão, haverá uma força-tarefa para ampliar a fiscalização de estabelecimentos. “Há uma força tarefa de fiscalização, para que essas medidas sejam seguidas por todos. Isso vai ser feito em conjunto pelas vigilâncias sanitárias municipais e do estado, pela Polícia Militar e pelos Procons. E aqui temos o 0800 para denúncias da população”, afirmou o médico Paulo Menezes, do Centro de Contingência da Covid. O disk-denúncia é 0800-771-3541.

Em meio ao anúncio, a gestão estadual permitiu a venda de bebidas alcoólicas até as 22h desde a última segunda-feira (22) para regiões que estão na fase amarela do Plano São Paulo. Anteriormente, a regra permitia a comercialização até 20h.

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João Doria disse ainda que o transporte público não será interrompido e as pessoas que circulam por conta de emprego não serão penalizadas. “O transporte público não será interrompido. Ele será restringido, limitado, mas não será interrompido. Não vamos punir as pessoas que estejam retornando para casa. É um toque de restrição, não é lockdown”, disse o governador.

Recorde de internações

De acordo com dados da Secretaria estadual da Saúde, São Paulo registrou na última segunda-feira (22) o maior número de pacientes com Covid-19 internados em UTI desde de julho de 2020. 

Ao todo, são 6 410 pacientes com a doença, número inferior apenas ao dia 5 de julho de 2020, quando 6 416 pessoas estavam internadas. No entanto, a Secretaria de Saúde afirma que o registro do último ano está incorreto e que o número de pacientes internados na segunda-feira (22) é o recorde negativo estadual. 

De acordo com o comitê de saúde do governo, o crescimento de internações está relacionado a um período maior de permanência dos infectados, o que pode sugerir uma possível maior gravidade da Covid-19 em São Paulo.

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