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Covid-19: agendamento de cirurgias eletivas é suspenso com aumento de casos

Medida será publicada pelo governo de SP no Diário Oficial. Ação visa disponibilizar leitos para pacientes com a doença pandêmica

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 19 nov 2020, 14h59 - Publicado em 19 nov 2020, 14h55

O governo de São Paulo divulgou nesta quinta-feira (19) que vai publicar um decreto que suspende o agendamento de cirurgias eletivas em hospitais públicos e privados do estado. Eletivas são os procedimentos que não contam com caráter de urgência e por isso, podem ser agendados. A medida visa garantir a disponibilidade de leitos para infectados pela Covid-19.

Nas últimas semanas o estado teve um aumento no número de casos da doença. De acordo com o secretário da saúde, Gorinchteyn, a medida é preventiva, caso as taxas de ocupação das UTIs voltem a chegar a patamares preocupantes.

Atualmente a taxa de ocupação de leitos no estado é de 43,5% e na Grande São Paulo, 49,7%. “O governo de SP, com compromisso de permitir e preservar vidas, assina um decreto que determina a todos os hospital públicos, filantrópicos e privados a não desmobilização de qualquer de qualquer leito, seja ele de UTI ou enfermaria, voltado para o atendimento da Covid-19, assim como a não realização de novos agendamentos de cirurgias eletivas para que dessa forma possamos garantir leitos para todos os pacientes de Covid, que possam necessitar”, disse Gorinchteyn.

Na semana passada o estado teve um aumento de 18% no número de internações de pacientes com a doença. “Estamos em um estado de atenção e cautela”. A média diária de novas internações está em 1 101, a mais alta em um mês e na Grande São Paulo, o índice está em 677, a maior dos últimos dois meses.

 

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