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Coronavac: órgão do Ministério da Saúde afirma que não recomendou paralisação dos testes

Conep é responsável por regular pesquisas com humanos. Voluntário que teve "efeito adverso grave" cometeu suicídio

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 10 nov 2020, 18h55 - Publicado em 10 nov 2020, 18h51

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que suspendeu os testes da vacina Coronavac após um voluntário ter um “efeito adverso grave”. O voluntário, no entanto, de acordo com boletim de ocorrência da Polícia Civil, cometeu suicídio. Coordenador da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão do Ministério da Saúde, Jorge Venâncio disse nesta terça (10) que não recomendou a paralisação dos testes da Coronavac após analisar os dados da morte do voluntário.

“A causa não tem efeito com a vacina. Esse conjunto dos dados que está sendo colocado demonstra que são duas coisas completamente diferentes. Suspender um estudo com o esforço todo que está sendo feito por causa de evento que não tem relação não me parece uma coisa apropriada. Por isso que não decidimos por esse caminho”, disse Venâncio para a TV Globo.

O coordenador disse ainda que entre o “evento adverso” e a segunda dose da vacina se passaram mais de 20 dias. “Nada indica que o que ocorreu posteriormente tenha relação com a vacina.”

O Conep é responsável por regular os estudos com seres humanos e garantir a segurança dos participantes. Após o anúncio de que os testes foram paralisados, o presidente Jair Bolsonaro comemorou a notícia nas redes sociais. “Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Doria queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, respondeu para um seguidor nas redes sociais.

Nesta manhã o Instituto Butantan afirmou que a morte do voluntário foi reportada detalhadamente à Anvisa no último dia 6. O voluntário teria recebido a dose no dia 29 de outubro. “Os dados são transparentes. Por que nós sabemos e temos certeza de que não é um evento relacionado a vacina? Como eu disse, do ponto de vista clínico do caso e nós não podemos dar detalhes, infelizmente, é impossível, é impossível que haja relacionamento desse evento com a vacina, impossível, eu acho que essa definição encerra um pouco essa discussão”, afirmou o diretor do instituto, Dimas Covas, durante coletiva de imprensa.

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