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“Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, diz presidente sobre suspensão de testes da CoronaVac

Integrantes do governo temem que o acontecimento possa ser parte de uma "guerra política"

Por 10 nov 2020, 09h57 | Atualizado em 27 Maio 2024, 17h10
Foto dupla: à esquerda, imagem de Doria segurando a caixa da vacina CoronaVac e, à direita, foto de Jair Bolsonaro
Doria e Bolsonaro: embate sobre a vacina (Reprodução/Veja SP)
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A suspensão da CoronaVac pela Anvisa pegou integrantes do governo de surpresa. Eles temem que o acontecimento possa ser parte de uma “guerra política” promovida por Jair Bolsonaro contra João Doria, segundo a colunista Andreia Sadi. Em comentário em rede social nesta terça-feira (10), o presidente disse que “ganhou” de Doria.

“Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Doria queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, disse ele. Auxiliares de Bolsonaro admitem que ele não que que João Doria “capitalize” a vacina.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, houve “um óbito não relacionado à vacina” e, portanto, “não existe nenhum momento [ou motivo] para interrupção do estudo clínico” da vacina no Brasil.

Suspensão dos testes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, em nota, que suspendeu os estudos clínicos da vacina Coronavac, uma das que estão em estudo contra o novo coronavírus. A suspensão ocorreu por causa de um “evento adverso grave” ocorrido. A Anvisa não informou qual evento seria.

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“Em primeiro lugar, a Anvisa foi notificada de um óbito, não de um efeito adverso. Isso é diferente. Nós até estranhamos um pouco essa decisão da Anvisa, porque é um óbito não relacionado à vacina”, afirmou Dimas Covas.

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“Como são mais de 10 mil voluntários nesse momento, podem acontecer óbitos. Nesse momento, [o voluntário] pode ter um acidente de trânsito e morrer. Ou seja, é um óbito não relacionado à vacina. É o caso aqui. Ocorreu um óbito que não tem relação com a vacina”, disse Dimas Covas para a TV Cultura.

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