Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Masp inaugura mostra com 79 peças de roupas antigas

As vestimentas foram produzidas nos anos 1960 por grandes nomes da arte plástica brasileira

Por Julia Flamingo Atualizado em 1 jun 2017, 14h25 - Publicado em 21 out 2015, 18h56

Desde o ano passado, o Masp vem tomando medidas drásticas para deixar para trás a crise que vem afundando a sua reputação como um dos melhores museus da América Latina. A mudança em toda a equipe começou em setembro de 2014, quando o empresário Heitor Martins – que já passou pelo conselho da Fundação Bienal de São Paulo – foi eleito presidente da instituição.

+ Leia mais sobre a crise e as mudanças do Masp

Heitor Martins
Heitor Martins

Não demorou muito para que as suas mudanças pudessem ser usufruídas pelo público. Com a criação do núcleo de moda, sob responsabilidade da jornalista Patrícia Carta, a próxima exposição do museu apresenta uma coleção que ficou escondida em seu acervo por mais de quarenta anos. Arte na Moda: Coleção Masp Rhodia, reúne 79 peças produzidas nos anos 1960 por artistas brasileiros como Alfredo Volpi, Manabu Mabe, Franscisco Brennand e Nelson Leirner.

+ Café Suplicy abre duas unidades dentro do Masp

“Os núcleos estão resgatando a vocação que o museu sempre teve de propor um diálogo com o cotidiano”, afirma Patrícia Carta sobre as divisões curatoriais criadas pelo diretor artístico Adriano Pedrosa.

Rhodia
Rhodia

Continua após a publicidade

Doadas em 1972 para a instituição, as roupas foram produzidas a partir de uma ação da empresa francesa Rhodia, que queria introduzir o fio sintético no país. “Até essa época, esse tipo de fio só era usado em lingeries”, explica Patrícia. Lívio Rangan, então gerente publicitário da Rhodia, sabia que precisaria criar o desejo pelo fio. Foi aí que convidou artistas plásticos consagrados para desenhar roupas arrojadas e extravagantes: elas revolucionaram a história do vestuário no país.

+ Saiba mais sobre outra curadora do Masp, a historiadora Lilia Schwarcz

Rhodia
Rhodia

Para os artistas, era uma oportunidade interessante de criar experiências estéticas fora das artes plásticas. As roupas passaram a participar dos chamados desfiles-shows: na Feira Nacional da Indústria Têxtil (FENIT), Rangan juntava moda com arte, música e teatro num espetáculo que atraía qualquer mulher brasileira.

+ 30 obras de arte imperdíveis  da cidade

As vestimentas também viajavam o mundo, exibindo e enaltecendo a produção nacional para o mundo. “Esse foi o início da profissionalização da carreira de modelo no Brasil”, afirma Tomás Toledo, também curador da mostra. A última vez que o Masp trouxe a moda para seu espaço foi foi festival de Moda em 1971. Antes disso, já havia acontecido o desfile de Christian Dior, em 1951, e o desfile de moda brasileira em 1952.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Para entender e curtir o melhor de SP, Veja São Paulo. Assine e continue lendo.

Impressa + Digital

Plano completo da VejaSP! Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

Receba semanalmente VejaSP impressa mais acesso imediato às edições digitais no App Veja, para celular e tablet.

a partir de R$ 19,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)