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Gabriela Duarte fala sobre política: “uma família não precisa pensar em uníssono”

Filha da ex-secretária da cultura Regina Duarte, atriz falou sobre a maneira como aborda o tema: "são escolhas, e escolhas são individuais"

Por Redação VEJA São Paulo - 21 May 2020, 20h07

A atriz Gabriela Duarte, 46, falou sobre política nas suas redes sociais. A artista é filha de Regina Duarte, que até a o início da semana ocupava o cargo de secretária Especial da Cultura no governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Em um texto no Instagram ela falou sobre a família, a maneira como lida com política enquanto artista e também sobre como orienta os filhos sobre o tema. “Um artista pode se posicionar politicamente se quiser. Existem os que fazem isso e tem suas razões”, começa.

“Essa, porém, nunca foi uma escolha minha. A profissão que escolhi já  é bastante política em vários aspectos. Voto e exerço meu direito de escolher pessoas que acho mais adequadas a me representar, mas não trago isso pra minha vida pública”, explica Gabriela.

“Não tenho necessidade de mais do que isso. Quando crianças, seguimos o exemplo daqueles que estão muito próximos a nós: os pais, os avós, irmãos, professores da escola… Aos poucos esse universo se amplia e nossas referências também. Tudo isso não quer dizer que não possa mais haver afeto, amor, gratidão e respeito por aqueles que nos criaram”.

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“Pelo contrário. Mas entender que uma família não precisa necessariamente funcionar como um bloco, com pensamentos em uníssono sempre, é fundamental. Meus filhos têm sido criados também dessa forma. Para que sejam livres e possam formar seus próprios pensamentos. O fato de serem meus filhos não os obriga a serem como eu. Quero que eles sejam melhores”. Confira o post:

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ESCOLHAS Um artista pode se posicionar politicamente se quiser.Existem os que fazem isso e tem suas razões .Essa,porém,nunca foi uma escolha minha. A profissão que escolhi ja é bastante política em vários aspectos.Isso,no entanto,não faz com que eu deixe de me posicionar, mas o faço como uma cidadã normal.Voto e exerço meu direito de escolher pessoas que acho mais adequadas a me representar,mas não trago isso pra minha vida publica. Divido meus pensamentos e opiniões nessa área com pessoas que me são próximas.Não tenho necessidade de mais do que isso, nem me sinto no direito de influenciar politicamente quem quer que seja.São escolhas, e escolhas são individuais.Cada um tem a liberdade de pensar de forma própria. E isso diz respeito a relações familiares também. Somos o que escolhemos ser e batalhamos por isso.Quando crianças, seguimos o exemplo daqueles que estão muito próximos a nós: os pais, os avós, irmãos, professores da escola…Aos poucos esse universo se amplia e nossas referências também. Começamos então a formar nosso próprio corpo ideológico e percebemos que não precisamos mais seguir os modelos da infância e adolescência.Amadurecer,entre tantas coisas,é isso. Tudo isso não quer dizer que não possa mais haver afeto, amor,gratidão e respeito por aqueles que nos criaram.Pelo contrario.Devem ser apreciados e honrados todos os dias.Mas entender que uma familia não precisa necessariamente funcionar como um bloco, com pensamentos em uníssono sempre, é fundamental. Meus filhos têm sido criados tambem dessa forma .Para que sejam livres e possam formar seus próprios pensamentos.O fato de serem meus filhos não os obriga a serem como eu.Quero que eles sejam melhores! Escolhas são individuais, que fique claro.Cada adulto que cuide de seu RG e CPF.

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