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William Bonner revela fraude com nome do filho: “Uma injustiça”

"Interrompo meu silêncio no Twitter para denunciar uma injustiça e uma fraude com dinheiro público", escreveu o apresentador do JN

Por Redação VEJA São Paulo - 21 May 2020, 11h02

William Bonner voltou ao Twitter na manhã desta quinta-feira (21) para “denunciar uma injustiça e uma fraude com dinheiro público”. Ele diz que o nome de seu filho, Vinícius Bonner, de 22 anos, foi usado por estelionatários para pedir o auxílio emergencial de 600 reais proposto pelo governo federal em tempos de Covid-19. “Estelionatários têm usado há 3 anos o nome e do CPF de meu filho para fraudes, como a abertura de empresas ou a contratação de serviços de TV por assinatura, entre outras”, revelou o apresentador do Jornal Nacional.

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Constituí advogados para encerrar todas as falcatruas, devidamente denunciadas à polícia, com queixas registradas em boletins de ocorrência”, contou o jornalista. “A repetição de fraudes chegou ao ponto de tornar recomendável uma troca do CPF. Mas, no Brasil, a vítima de golpes dessa natureza precisa passar por uma longa provação, em que tempo e dinheiro se esvaem no desenrolar do processo burocrático”, desabafou.

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Por justiça, não deveria ser assim. Meu filho e qualquer cidadão vítima de estelionato precisariam ser defendidos pela burocracia, em vez de punidos por ela”, continuou Bonner. “Somos brasileiros. Temos combatido cada nova fraude com persistência e resignação. Mas elas não param. E aí entramos na questão da proteção do dinheiro público”.

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O jornalista informou que foi contatado pelo Jornal Meia Hora na terça-feira (19). Os repórteres da publicação teriam encontrado documentos de Vinícius pedindo o auxílio emergencial do governo: “Na terça, dia 19, fui informado de que o jornal Meia Hora tinha obtido documentos do suposto registro de meu filho no programa de auxílio emergencial do governo. Meu filho não pediu auxílio nenhum, não autorizou ninguém a fazer isso por ele. Mais uma fraude, obviamente”. 

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Apresentados os fatos, o jornal corretamente não publicou a matéria”, continuou Bonner. “Mas, desta vez, o que vem à tona é ainda mais grave. Pelos critérios do programa de auxílio emergencial, alguém nas condições sócio-econômicas do meu filho não tem direito aos 600 reais da ajuda”. 

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Portanto, quem quer que viesse a usar o nome, o CPF e dados pessoais dele deveria receber como resposta ao pleito um “não”. Mas, pelo que vimos ao consultar o site do Dataprev, o pedido de auxílio feito por um fraudador foi aprovado“, apontou Bonner. “O fraudador provavelmente indicou que não tinha conta bancária e abriu a conta específica da Caixa — a que, obviamente, meu filho não tem acesso. Portanto, sequer sabemos se o dinheiro foi depositado e se foi sacado”. 

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Leio no Globo que a Dataprev não verificou na Receita se os CPFs, embora pertencentes a pessoas sem renda própria, eram de dependentes de cidadãos com renda (como filhos, filhas, parceiros, parceiras). Quantos entre esses foram vítimas de fraudadores, como aconteceu com meu filho? Quantos entre esses realmente fraudaram o programa? Meu filho não fraudou, é vítima e pode provar. Não se zelou pela aplicação do dinheiro público? Quem protege os cofres públicos da ação de estelionatários ou de pessoas mal intencionadas?”, continuou Bonner.

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Como já informei, há 3 anos meu filho tem sido alvo de golpes de estelionatários, denunciados à polícia. Neste caso, o crime é contra ele, contra todos os que tiveram seus nomes indevidamente usados, e também contra todos os brasileiros, porque ataca os cofres públicos”

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De nossa parte, apresentaremos nova queixa-crime. Da parte dos gestores do auxílio emergencial, esperamos apuração rápida da fraude, para que se resguardem o patrimônio público e a confiança dos cidadãos nos mecanismos de controle desse programa. E para que o controle eficaz do programa não prejudique ainda mais aqueles cidadãos que realmente precisam do auxílio neste momento tão doloroso”, finalizou no Twitter. 

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