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Conheça o restaurante que foi salvo pelo delivery

Com as marmitas entregues em casa, o Aguzzo ficou mais conhecido e atraiu clientes ao salão

Por Saulo Yassuda, Gabrielli Menezes - Atualizado em 13 mar 2020, 14h26 - Publicado em 13 mar 2020, 06h00

“Vou ser sincero: o Aguzzo estava praticamente falido”, assume Rafael Azrak sobre o restaurante de Pinheiros. O jovem empresário de 27 anos, que chegou em 2016 para ajudar a recuperar o estabelecimento do pai, Roberto, pouco a pouco viu o faturamento subir.

Junto ao investimento em eventos, implantou as entregas, que cresceram de forma inesperada e começaram a levar mais clientes ao salão atrás de receitas como o nhoque de espinafre ao molho de gorgonzola e nozes.  “O delivery é uma forma de divulgar a marca”, acredita.

O Aguzzo, em Pinheiros: cenário do protesto (Foto: Elisangela Andrade)
O Aguzzo, em Pinheiros: abriga a cozinha central Elisangela Andrade/Veja SP

Outra estratégia de Azrak para fazer as encomendas bombar foi incluir pratos mais baratos, vindos dos restaurantes que levam a marca Aguzzo Trattoria, em Moema e nos Jardins, e criar promoções agressivas. “Hoje, o sistema de entregas representa
40% de nosso faturamento”, calcula. “O número de pedidos varia de 8 000 a 15 000 por mês, dependendo das promoções dos outros restaurantes e se há feriados.”

> Leia mais sobre delivery na matéria de capa da Vejinha

Para padronizar o negócio, ele montou uma cozinha central em Pinheiros, de onde está saindo parte das receitas para ser finalizadas nas unidades. Até abril,  a marca começa a operar na Mooca, em cozinha da Rappi.

 

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