Comidas leves para quem exagerou no fim de ano
Veja restaurantes que propõem saladas, peixes e grelhados, entre outras sugestões de estilo natureba, para se recuperar dos excessos do Natal e do réveillon
“Só mais um pouquinho, é Natal.” A boa e velha desculpa para se empanturrar de peru, pernil, bacalhau, farofa e outras tantas receitas natalinas. Antes que seja possível se recuperar dos excessos da ceia, chega o réveillon embalado por boas taças de espumante.
Eis que, sem perceber, começamos o novo ano de mal com a balança. Para ajudar os paulistanos a se recuperar dos exageros desta época, indicamos abaixo lugares bacanas na cidade que servem receitas leves e com um quê natureba:
EM BUFÊ
■ Santinho: receitas divinamente triviais garantem filas na porta do restaurante inaugurado dois anos atrás pela chef Morena Leite, sócia também do Capim Santo. Os pratos são apresentados em bufê: quiche do dia, arroz branco e integral, cuscuz marroquino e carne-seca desfiada na abóbora. Em Pinheiros, custa R$ 47,00 (terça a quinta) e R$ 52,00 (sexta). De terça a sexta, os doces são cobrados à parte. Nos fins de semana, inclui sobremesa e tem preço de R$ 68,00 (sábado) e R$ 75,00 (domingo e feriados). No Jardim Paulistano, durante a semana, custa R$ 43,00, e, nos fins de semana e feriados, com sobremesa inclusa, esse valor sobe para R$ 69,00.
■ Ráscal: sua cozinha é uma das mais bem cuidadas da capital. Além disso, há sempre novidades em seus bufês. No setor destinado aos frios, encontram-se folhas fresquinhas de alface-americana, um guacamole adaptado do mexicano, carnes curadas como o pastrami, tenro palmito pupunha assado e o delicioso polvo laminado. O setor de massas e carnes traz opções fixas, entre elas o ravióli verde recheado de mussarela ao molho de tomate fresco. Essa comilança tem preço fixo de R$ 63,00.
SOFISTICADOS
■ Banana Verde: coisa rara, este é um dos poucos restaurantes vegetarianos que abrem para o jantar. É também nesse horário que a chef Priscilla Herrera mostra toda a sua criatividade para provar que receitas sem carne podem ter, sim, muito sabor. E adota alguns truques como usar e abusar de castanhas variadas, assim como de queijos. Os resultados mais que positivos aparecem em massas frescas como o panzerotti recheado de queijo da Serra da Canastra ao molho de tomate pedaçudo (R$ 34,00). Ainda melhor, o bobó de cogumelo shimeji e banana-da-terra (R$ 46,00) vem dentro de uma minimoranga bem macia na companhia de arroz bolinha integral. No almoço, os pratos do dia são mais simples e dão direito a bufê de saladas e uma fruta. Sai a R$ 36,00, de terça a sexta, e a R$ 48,00, aos sábados, domingos e feriados.
■ Le Manjue Organique: ao mesmo tempo em que elabora receitas modernas, o chef Renato Caleffi tem uma preocupação especial com os ingredientes. Usa o maior número possível de produtos orgânicos disponíveis no mercado — por isso a palavra “bistrô” do antigo nome do restaurante deu lugar a “organique”. Com matérias-primas de qualidade ele faz receitas que impressionam pela originalidade e pelo sabor. Uma delas é o pirarucu e o palmito grelhados ao molho de rúcula com farofa de granola e arroz de espinafre, tomate e castanha-de-caju (R$ 67,00). Outro bom exemplo, a moqueca tem uma versão vegetariana de cogumelo shiitake e palmito (R$ 59,00).
PEIXES E FRUTOS DO MAR
■ FishBar & Gastronomia: passou por uma troca de comando na cozinha sem alterar o padrão de qualidade. Em novembro de 2012, o competente cozinheiro Oscar Bosch foi substituído com brilho pelo chileno Cristóbal Carrión, que manteve alguns pratos de sucesso de seu antecessor, como o atum selado na chapa de interior cru servido com homus quente e regado de ragu de linguiça espanhola (R$ 68,00). Mas Carrión apresentou dezoito novidades, entre elas a salada de lagosta com maçã verde (R$ 50,00) e o bacalhau ao forno com arroz de brócolis, cebolinhas e alho grelhado (R$ 85,00).
■ Peixaria Bar e Venda: na esquina das ruas Fidalga e Inácio Pereira da Rocha, na Vila Madalena, é um refúgio praiano na cidade. Apresenta um extenso cardápio baseado nos filhos do mar, que, expostos em uma geladeira de peixaria, são levados a um bonito braseiro montado dentro de uma canoa coberta por areia. Os bolinhos de paella (R$ 32,00, oito unidades) são sequinhos por fora, fartos no recheio e saborosos. Também é possível escolher um pescado no balcão da peixaria e pagar o preço do quilo.
NATURAIS
■ Goshala: foi o tempo em que culinária vegetariana era combinação sem graça de folhas, raízes e grãos. Entre os endereços que têm ajudado a renovar o conceito dessa cozinha na cidade está o Ghosala. Sócia e responsável pelas receitas, Andréa Finocchiaro prepara atraentes combinações de legumes, frutas e cereais, além de não fazer cerimônia para usar queijo em alguns dos pratos. Para começar, vá de samosa assada de palmito, ricota e queijo curado (R$ 14,00, seis unidades) com massa ultracrocante. Em seguida, prove o risoto camponês (R$ 29,00) ou o sorrentini de ratatouille (massa fresca recheada de tomate, abobrinha, berinjela e pimentão ao molho branco com ervas; R$ 27,00).
■ Moinho de Pedra: São Paulo tem, sim, um restaurante vegetariano capaz de convencer até o maior fã de uma sangrenta picanha que pratos feitos apenas com vegetais são excelentes e repletos de sabor. A autora das receitas, Tatiana Cardoso, faz iguarias usando apenas vegetais e derivados de leite. Exemplos? Cozido de legumes e cogumelo ao vinho branco com creme de leite, hambúrguer de quinoa coberto de tomate regado por azeite verde e espaguete ao molho de limão, abacaxi assado e hortelã. Essas sugestões são anotadas diariamente em uma grande lousa sobre o balcão.Também dá para pedir uma opção sem glúten ou lactose. O prato do dia com quatro itens custa R$ 35,00 (segunda a sexta) e R$ 45,00 (sábado).
SALADAS
■ Insalata: especializado em saladas, forma filas de espera consideráveis nos fins de semana. O público variado abrange das garotas bem magrinhas, interessadas nas calorias comedidas das pedidas, a famílias numerosas, que vêm em busca das fartas porções oferecidas. A salada istambul leva folhas, queijo chancliche temperado por zátar, frutas da época, amêndoa e manjericão mais torradas. Inteira, sai por R$ 35,50. Meia-porção acompanhada do filé-mignon grelhado sai por R$ 47,50. Caso a preferência recaia sobre os frutos do mar, peça a salada coberta por anéis de lula (R$ 36,80), salteados no ponto certo.
■ Saladerie: deu uma sacudida no mercado das saladas ao escolher um ponto fora das praças de alimentação dos shoppings e apostar em uma decoração moderna. Localizado no Itaim, a um passo de escritórios e prédios comerciais, faz sucesso principal mente na hora do almoço. Todas as sugestões recebem nome de personalidades francesas. A simone de beauvoir (R$ 35,80) combina folhas verdes, salmão, quinoa, espaguete de palmito pupunha, cebola caramelada em suco de laranja, alho-poró chapeado e castanha-de-caju ao molho de framboesa. Algumas opções são acompanhadas de sopa, torta ou quiche, caso da madame bovary (R$ 29,80). Faz delivery na região usando bicicletas.
SUCOS E SANDUBAS
■ Bolado’s Sucos: muito comuns no Rio de Janeiro, as casas de sucos estão cada vez mais enraizadas no dia a dia dos paulistanos. Eles vão em busca das refrescantes misturas feitas com frutas naturais e também das cremosas vitaminas. A chamada de ipanema (R$ 5,70) leva goiaba, mamão, maçã, abacaxi, laranja, aveia e mel. Das opções energéticas (R$ 7,00), a joaquina combina açaí, xarope de guaraná, morango e banana. Para matar a fome sem sair da dieta, faz sanduíches no pão de forma integral e saladas.
■ Desfrutti: em todas as lojas da rede provam-se lanches de apelo natureba, cremes de frutas, sucos e vitaminas. A chamada de silveira (R$ 7,90) leva goiaba, mamão, maçã, abacaxi, laranja, aveia e mel. Pelo mesmo preço, há polpa de açaí batida com laranja e morango. A linha de misturas ditas terapêuticas (R$ 7,90) inclui uma versão anticolesterol que combina cenoura, maçã, maracujá e limão. Ainda que o efeito não seja comprovado, o copão com 360 mililitros mostra-se refrescante para uma pausa depois de caminhar ou correr no Parque do Povo, próximo à unidade da Rua Leopoldo Couto Magalhães. Para matar a fome, há sanduíche de frango desfiado, alface, milho e cream cheese no pão integral tostado (R$ 13,90).
■ Madureira: o cardápio colorido e repleto de textos bem-humorados confere um ar descolado à alimentação saudável. Grande parte das pedidas ganha nomes engraçadinhos. São exemplos o suco amansa-onça-anti-TPM (R$ 8,90), de framboesa, ameixa e gengibre, e o saladão (R$ 8,40), à base de maçã, pepino, salsão, gengibre, limão, espinafre e hortelã. Já a seção apelidada de “fome” traz um ovo mexido com torradas chamado de galinha chacoalhada (R$ 11,50). As generosas fatias de torta, como a de abobrinha com cogumelos (R$ 15,30), podem vir acompanhadas de salada por mais R$ 8,10.
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