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Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

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O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos

Campari Bartender Competition aponta caminhos para o futuro do negroni

Na final da competição, três bartenders imaginaram como o clássico italiano pode seguir relevante. O vencedor foi Cassiano Melo, do Spirit Copa Bar

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jun 2026, 06h00 | Atualizado em 9 jun 2026, 13h22
Homem barbudo de chapéu e camisa vermelha abraça mulher sorridente, segurando um troféu e um grande bilhete escrito BRASIL + MUNDO, enquanto confetes caem em um palco com letreiro neon vermelho CBC
Cassiano Melo com a jurada Jessica Sanchez (Nubra Fasari/Divulgação)
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Campari Bartender Competition aponta caminhos para o futuro do negroni Priorizar nos meus resultados Google

O futuro do negroni é agora. Pelo menos na Campari Bartender Competition 2026, cuja final rolou no Rio de Janeiro na segunda-feira (8).

Três bartenders tiveram a missão de imaginar como o coquetel criado há mais de um século na Itália pode continuar relevante nos próximos 100 anos.

Os negronis recriados foram servidos durante a final do campeonato, realizada no bar Casa Camolese, no Jockey Club do Rio de Janeiro.

O evento reuniu especialistas em bebidas, profissionais do mercado de bares e jornalistas.

Os três finalistas da competição, que tiveram a missão de fazer uma releitura do clássico sem perder de vista aquilo que o transformou em um dos drinques mais influentes da história da coquetelaria, foram: Cassiano Melo, do Spirit Copa Bar, no Hotel Fairmont do Rio de Janeiro; Karen Silva, do Chika, em Belo Horizonte; e Pablo Mello, do Ruffo, em Jaboatão dos Guararapes (PE).

Servir os coquetéis fez parte do desafio final do CBC, o Negroni (R)Evolution.

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Negroni week 2022
Negroni: coquetel com mais de cem anos (Campari/Divulgação)

Quem convenceu o júri de que tinha a visão mais interessante para o futuro do negroni — e que apresentou a mistura que agradou mais o paladar — foi Cassiano Melo. O coquetel dele, chamado cíclico, combinava Campari, gim zero reestruturado — sim, o futuro é de ter um menor consumo de álcool —, jerez com cambuci, bitter de amburana e spray de mezcal com conhaque de alcatrão. Foi o mais complexo dos três, com bem-vindas notas salinas.

Três pessoas em um palco com letreiros de neon vermelhos ao fundo seguram troféus. Uma mulher sorridente à esquerda, de blusa preta brilhante, segura um troféu redondo. No centro, um homem de chapéu e macacão vermelho cobre a boca com a mão, segurando um troféu dourado. À direita, um homem de terno preto e óculos sorri, segurando um troféu transparente.
Campari Baretender Competition: os finalistas (sy/Veja SP)

Também foi apresentado na noite o gênesis, de Karen Silva, feito com Campari, gim, vermute tinto e garapa defumada com especiarias. Mais adocicado, o líquido reduziu a presença alcoólica trocando parte do gim pelo caldo de cana.

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Sem buscar diminuir a graduação alcoólica, mas apostando em ingredientes nacionais, Pablo Mello criou sua versão com Campari com infusão em amburana, gim com infusão em priprioca, vermute de cacau clarificado, cordial de acerola e mel de jataí, numa profusão de sabores em que predominavam os aromas amadeirados.

Pessoas em um palco vermelho com confetes caindo. Um homem de macacão vermelho levanta um troféu dourado, enquanto outros seguram prêmios e aplaudem.
Cassiano Melo: vencedor da noite (Nubra Fasari/Divulgação)

“É um desafio muito grande fazer uma releitura de um coquetel tão clássico, tão estruturado, mas trazendo a sua personalidade, trazendo algo do local de onde você vive, isso tudo é muito incrível”, comentou a bartender Jessica Sanchez, uma das juradas da noite, junto com Bianca Lima e Rennan Correa.

Na hora do anúncio, o campeão foi ovacionado pelos colegas cariocas e foi às lágrimas. Também houve uma votação do público durante a noite e quem levou esse prêmio foi, novamente, Cassiano.

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Nesta sexta edição da competição, bartenders de diferentes regiões do país participaram das etapas classificatórias até a definição do trio de finalistas.

Homem barbudo de chapéu e macacão vermelho, ajoelhado, ergue um bilhete gigante de avião com destino Brasil-México e premiação de R.000, em palco vermelho iluminado por luzes neon
O vencedor Cassiano Melo: com prêmio e viagem para o México (Nubra Fasari/Divulgação)

O vencedor, além do prêmio de R$ 20 mil, garantiu uma vaga na final latino-americana do campeonato, que acontece no México.

Ah, é bom lembrar que os coquetéis apresentados pelos três finalistas também passarão a integrar a programação da Negroni Week 2026. Ela acontece em setembro, em bares de diferentes regiões do país.

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