Avatar do usuário logado
Usuário
Imagem Blog

Delícia de Conta

Por Comidinhas Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Dicas de comidinhas com bom custo-benefício e notas sobre promoções que agradam tanto o paladar quanto a carteira

O novo pegar e levar: casas pequenas oferecem comida rápida e bem-feita

De itens salgados a doces, pequenos estabelecimentos focam em preparo cuidadoso para atender quem quer qualidade e praticidade

Por Beatriz Imagure 25 set 2026, 11h00
Pessoas em frente a um restaurante japonês chamado Saikō à noite, com alguns clientes na fila de espera e outros sentados em bancos altos na calçada
Fachada da Saiko Sando: portinha para fazer o pedido (Ligia Skowronski/Veja SP)
Continua após publicidade
O novo pegar e levar: casas pequenas oferecem comida rápida e bem-feita Priorizar nos meus resultados Google

Não tem mesa, e às vezes nem cadeira. O pedido é feito no balcão, o pacote vai para o cliente e, pouco tempo depois, o comprador está de volta à rua.

Em uma cidade como São Paulo, sempre acelerada, um tipo de endereço começou a se destacar na cena gastronômica dos últimos tempos: o do famoso “pegar e levar”.

O modelo não é exatamente uma novidade, mas ganha outra roupagem. Agora, também aparece, com frequência, no formato de endereços únicos com comidas elaboradas, preparo cuidadoso e ingredientes selecionados. A maioria deles tem tudo para uma expansão.

Entre os lugares está a Saiko Sando, no Jardim Europa. A pequena portinha especializada no sanduíche katsu sando não tem salão. O pedido é feito em um totem e retirado no balcão.

Desde a inauguração, em agosto de 2025, costumam se formar filas por lá — aos fins de semana a espera pode chegar a quase uma hora. Clientes fiéis aguardam por sanduíches cortados em seis pedaços e acomodados em uma caixinha de papelão que faz as vezes de prato.

Continua após a publicidade
Sanduíche japonês katsu sando de carne em fatias, com pão branco crocante, dentro de uma caixa de papelão aberta sobre uma mesa de madeira escura. Ao fundo, uma caixa preta com o logo Saikō
Saiko Sando: lanches na caixinha (Ligia Skowronski/Veja SP)

Engana-se quem pensa que os preços são em conta: variam de 61 reais a 96 reais. Há ainda uma versão feita com carne de gado wagyu por 485 reais, mas é só por encomenda.

A ideia veio do Japão, onde dois dos sócios, Gabriel e Ana Carolina Guimarães, conheceram a pedida em uma viagem por Tóquio, Quioto e Osaka. Para Gabriel, a proposta fazia sentido para São Paulo justamente pela combinação de qualidade e praticidade.

Continua após a publicidade

“A gente percebeu que não precisava existir uma escolha entre comer bem e comer rápido. O katsu sando se encaixa muito bem nisso, já que tem técnica e bons ingredientes, mas ao mesmo tempo é extremamente prático para consumir”, afirma.

O formato possibilita uma operação menor. Na Saiko Sando, o sanduíche é a única opção e se torna o centro de tudo, uma vez que não há estrutura de um restaurante convencional.

O cardápio é enxuto e reúne versões como o gyukatsu, de filé-mignon, maionese japonesa e molho de ostra, e o tonkatsu, de barriga de porco, repolho, tarê e maionese picante. O modelo deu tão certo que há outras unidades em implantação em bairros como Pinheiros, Vila Olímpia e Tatuapé.

Continua após a publicidade
Fachada de uma loja de empanadas com letreiro EMPANADA DO JOSÉ e um desenho de empanada sorrindo. Duas mulheres estão dentro da loja, uma de costas com cabelo cacheado e jeans, e outra de bege, sendo atendidas por um homem no balcão. Na vitrine, prateleiras exibem empanadas e caixas brancas, com uma planta decorativa à direita
Empanada do José: fachada para retirar os pedidos (Ricardo Dangelo/Veja SP)

Em Pinheiros, a Empanada do José adota um esquema semelhante, embora tenha um pequeno espaço para espera. Inaugurada em fevereiro, a loja tem um minibalcão e quatro cadeiras de praia na calçada.

A cozinha aberta permite o acompanhamento da finalização dos salgados, enquanto as fornadas saem continuamente.

Continua após a publicidade

José Victor Oliveira, criador da marca, buscou justamente a informalidade que encontrou em Buenos Aires. “Queria trazer a possibilidade de poder sair comendo uma empanada sem abrir conta”, diz. As novidades concentram-se nos sabores, que incluem opções como linguicinha e pernil.

Empanada dourada com borda trançada, parcialmente dentro de um saco de papel branco e laranja com a palavra EMPANADA repetida, servida em uma frigideira de metal com um molho laranja ao lado, sobre uma mesa de madeira
Empanada do José: opção de empanada da casa (Ricardo Dangelo/Veja SP)

“As pessoas sentem falta também de comer alguma coisa gostosa em casa, algo que elas sabem como foi feito, que também podem congelar e consumir depois”, acredita. O gasto com uma refeição fora de casa, segundo ele, também pesa nessa escolha. As empanadas têm preços a partir de 12 reais.

Continua após a publicidade

No Brooklin, a Ahto Pâtisserie leva o conceito para o terreno da alta confeitaria. A loja da doceira Cristina Mayumi Ozaki, atrás de uma casa de fachada de vidro, tem salão com pé-direito alto praticamente todo tomado por uma extensa vitrine. Não há mesas e o cliente escolhe os doces e leva embora.

Entre as opções (a unidade de cada uma sai a 37 reais), enchem os olhos os entremets como o fleur e o framboise, além de choux recheados na hora, bombons e macarons.

Exposição de doces finos em uma vitrine refrigerada, com bolos individuais de diversas cores e formatos, incluindo rosas vermelhas, cúpulas pretas e cubos brancos com detalhes vermelhos
Ahto Pâtisserie: vitrine de doces (Ricardo Dangelo/Veja SP)

“O modelo grab & go traduz essa visão: a oferta de produtos com identidade e rigor técnico, mas que acompanha o ritmo da cidade”, diz Cristina.

Apesar de os três endereços terem estilos bastante diferentes, eles compartilham uma característica que é onde o espaço físico deixa de ser o protagonista. O investimento se concentra na cozinha e nos ingredientes.

Em vez da experiência ao redor da mesa, o cliente pode levar um sanduíche japonês, uma empanada ou uma sobremesa e decidir onde e quando consumir.

Para Gabriel, da Saiko Sando, está se abrindo um espaço entre o fast food convencional e o restaurante clássico. “As novas operações conseguem entregar padrão e velocidade”, assegura.

Cristina, da Ahto, vê uma demanda crescente aqui por serviços que combinem “qualidade, curadoria e agilidade”.

O “pegar e levar” está se tornando, assim, uma maneira diferente de comer na capital paulista, e segmentos da gastronomia buscam formas de acompanhar essa tendência.

Ahto Pâtisserie. Rua Guararapes, 392, Brooklin, telefone 98887-7324. Tem acessibilidade.

Empanada do José. Rua Artur de Azevedo, 1280, Pinheiros, telefone e WhatsApp (21) 98440-0359. Tem acessibilidade.

Saiko Sando. Rua Amauri, 30, Jardim Europa. Não tem telefone.

Publicado em VEJA São Paulo de 25 de setembro de 2026, edição nº 3014.

BAIXE O APP COMER & BEBER E ESCOLHA UM ESTABELECIMENTO:

IOS: https://abr.ai/comerebeber-ios

ANDROID: https://abr.ai/comerebeber-android

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Multidão de pessoas em protesto na rua, com prédios ao fundo, e texto UM PAÍS SE FORTALECE COM INFORMAÇÃO. À direita, texto Jornalismo de qualidade para entender o Brasil, o mundo e tomar decisões mais conscientes. veja com várias capas da revista Veja em perspectivaMultidão de pessoas de costas, com braços erguidos, em protesto numa rua urbana com prédios altos e árvores. À direita, várias capas da revista Veja sobrepostas, com manchetes e fotos de pessoas
Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 32,90/mês