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Faro Fino

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Frank Menezes vai publicar todas às sextas-feiras sua coluna com dicas de programas culturais, lugares imperdíveis, vivências, dando voz às pessoas que fazem São Paulo ser tão cheia de atrativos. Agitador na cena cultural e gastronômica paulistana, o profissional de marketing é conhecido por seu olhar curioso sobre comportamento, cultura, tendências e lugares.

São Paulo solar e vagarosa

Um domingo com cara de verão no centro proporciona momentos de respiro em meio ao caos urbano

Por Frank Menezes
1 nov 2025, 13h05 • Atualizado em 7 nov 2025, 12h59
Parque Minhocão: caminhada em museu a céu aberto
Parque Minhocão: caminhada em museu a céu aberto (Associação Parque Minhocão/Divulgação)
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  • Há domingos em que é preciso lembrar que São Paulo também é de sol.

    Acordei sem pressa. Café passado, um vinil girando, a manhã respirando lenta pela janela. Quando deu vontade de sair, decidi viver o centro, essa parte da cidade que nunca dorme, mas que, de vez em quando, parece pisar no freio.

    Primeira parada: Parque Augusta. Entre prédios altos e buzinas ao redor, ele funciona como uma pausa. Estendi a canga, deitei na grama e deixei o sol encostar na pele. Mesmo longe do mar, existe ali uma espécie de praia possível: gente esticada, risadas soltas e a cidade ao fundo, como trilha ambiente. Um domingo com cara de verão.

    Parque Augusta_Foto Frank Menezes_Colunista Faro Fino
    Primeira parada, Parque Augusta (Frank Menezes/Divulgação)

    Quando a tarde começou a cair, segui até o Minhocão. É sempre bonito assistir ao momento em que o viaduto muda de função: de símbolo do caos urbano para palco de encontros. Pessoas caminhando, pedalando, ouvindo música, tomando sol no concreto. A luz bate nas fachadas e a cidade, por um instante, parece leve.

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    Parada no Cordial_Frank Menezes_foto Acervo Pessoal
    Uma pausa no bar Cordial, com o Copan ao fundo (Acervo Pessoal/Divulgação)

    Continuei a caminhada até o bar Cordial, onde parei para um chope. Pedi uma porção de coroação e fiquei ali, no parklet, observando a vida passar: pessoas passando com sorvetes na mão, amigos brindando, luzes batendo nas curvas do Copan.

    Fiquei ali, vendo a cidade se transformar com o pôr do sol. A correria dava lugar a passos lentos, risadas e conversas jogadas fora. São Paulo, que tantas vezes parece cinza, tem desses dias em que tudo ganha cor.

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    E é bom lembrar que, mesmo sem mar, a gente também pode viver de sol basta saber encontrar respiros no meio dos prédios.

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