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Blog do Lorençato

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O editor-executivo Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há mais de 30 anos. De 1992 para cá, fez mais de 16 000 avaliações. Também comanda o Cozinha do Lorençato, programa de entrevistas e receitas no YouTube. O jornalista é professor-doutor e leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Restaurante Escola Da Quebrada serve menu bom, barato e com causa

A casa é comandada por Adélia Rodrigues e Edson Leite, da Gastronomia Periférica e vencedores do prêmio Causa Social pelo COMER & BEBER 2026. Leia a crítica

Por Arnaldo Lorençato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 set 2026, 06h00
Prato com arroz branco, farofa amarela e carne ensopada com molho laranja, tiras de cenoura e folhas verdes, sobre uma mesa de madeira rústica. Ao fundo, um pote preto com salada verde
Lombo de porco: molho de laranja, arroz, feijão e farofa de talos (Ligia Skowronski/Veja SP)
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Os pratos que aparecem nesta página são mera ilustração. Não que não os tenha provado. Explico. No Restaurante Escola Da Quebrada, as receitas se resumem a três opções e mudam diariamente.

Antes de falar das qualidades encontradas no pequeno salão, no térreo de um coworking, é melhor apresentar os autores do projeto. O Da Quebrada surgiu pelas mãos do chef Edson Leite e da pedagoga Adélia Rodrigues, ganhadores do prêmio Causa Social por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER 2026/2027, cujo trabalho começa em 2012 com a Gastronomia Periférica.

Uma mulher de vestido branco e óculos vermelhos e um homem de boné e camiseta marrom sorriem, apoiados em um balcão decorado com pôsteres coloridos. Ao fundo, uma cozinha comercial com prateleiras e utensílios, e uma placa de madeira com a frase #ALIMENTEAMUDANÇA pendurada no teto
Chef Edson Leite e a pedagoga Adélia
Rodrigues: idealizadores do projetos (Ligia Skowronski/Veja SP)

Desde que estruturaram a GP como uma escola para a inserção de pessoas em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho como empreendedoras, em 2018, atenderam quase 3 200 pessoas e, desse total, 95% são mulheres, 75% delas negras.

A láurea do guia anual de gastronomia, lançado no dia 10 de setembro, explica muita coisa. O restaurante surgiu originalmente na Vila Madalena em 2022, antes de se transferir para o atual endereço, em 2024.

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Na fase inicial, recebeu o apoio de uma multinacional de alimentos e agora caminha com recursos próprios. Não há tédio no menu, que muda todos os dias.

Na minha visita de agosto, provei o lombo de porco ao molho de laranja com arroz, feijão e farofa de talos (R$ 45,00).Também havia o penne, cozido um pouco a mais do que deveria, mas com um pesto misturado a abobrinha encantador (R$ 45,00).

Massa penne com pesto verde, fatias de abobrinha e lascas de amêndoas, servida em um prato azul-esverdeado sobre uma mesa de madeira rústica
Penne: pesto misturado a abobrinha (Ligia Skowronski/Veja SP)
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Há ainda saladas para a entrada, uma delas de bom tempero, que pode ser apenas de folhas ou acrescida de tomate fresco em cubos (R$ 33,35). Sempre com variações, há a versão de grãos (ao vinagrete de tomate-cereja, cenoura, chia e pesto de azedinha; R$ 36,30).

Tigela de pedra escura com feijão vermelho cozido e temperado com ervas verdes picadas, sobre uma mesa de madeira rústica com tons marrons e detalhes em azul esverdeado
Salada de grãos:
vinagrete de tomate-cereja, cenoura, chia e pesto de azedinha (Ligia Skowronski/Veja SP)

Na última segunda (21), o cardápio trazia o bobó de camarão pequeno em creme de mandioca quase sem azeite de dendê e arroz soltinho e o bife de cupim assado que cobicei, mas me contive porque o apetite não daria conta (R$ 49,50 cada um).

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Servida em xicrinha de café, a sobremesa costuma ser brigadeiro de colher (R$ 10,00). Há a possibilidade de se pedir o combo completo da refeição pelo preço atraente de R$ 71,89.

Uma xícara de vidro transparente com brigadeiro cremoso e brilhante, servida em um pires de vidro, sobre uma mesa de madeira rústica com tons de marrom e detalhes esverdeados
Brigadeiro de colher: em uma xicrinha de café (Ligia Skowronski/Veja SP)

Dá ainda para tomar um café coado (R$ 12,00) ou um expresso (R$ 9,00), que podem ser acompanhados de uma generosa fatia de bolo de chocolate (R$ 15,00).

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Avaliação: BOM (✪✪✪)

Restaurante Escola Da Quebrada

Rua Doutor Virgílio de Carvalho Pinto, 445, Pinheiros, tel. 94732-1718 (60 lugares). 8h/16h (fecha sáb. e dom.). Taxa de rolha (R$ 45,00). Tem acessibilidade. Aberto em 2022. $

Publicado em VEJA São Paulo de 25 de setembro de 2026, edição nº 3014.

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