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Youtuber Júlio Cocielo vira réu por comentários racistas na internet

"Mbappé conseguiria fazer um arrastão top na praia", publicou o influenciador em 2018 sobre jogador francês negro

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 15 set 2020, 17h50 - Publicado em 15 set 2020, 17h44

O influenciador digital Júlio Cocielo, 27, tornou-se réu na Justiça de São Paulo sob acusação de racismo por conta de postagens feitas em suas contas nas redes sociais, principalmente no Twitter, entre novembro de 2011 e junho de 2018.

A denúncia foi apresentada pela promotora Cristiana Steiner e aceita pela juíza Cecilia Pinheiro da Fonseca, da 3ª Vara Criminal de São Paulo, no dia 8 de setembro. O crime prevê pena de dois a cinco anos de prisão.

Durante a Copa do Mundo de futebol de 2018, Cocielo escreveu no Twitter: “Mbappé conseguiria fazer um arrastão top na praia, hein”, referindo-se ao jogador francês Kylian Mbappé, que é negro. Em comentários anteriores, no ano de 2013, o youtuber afirmou que “o Brasil seria mais lindo se não houvesse frescura com piadas racistas. Mas já que é proibido, a única solução é exterminar os negros” e que não tinha “nada contra os negros, tirando a melanina.”

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Segundo a promotora, os comentários “reforçam os estereótipos contra os negros numa mídia de largo alcance, sua atividade profissional e sua fonte de renda, contribuindo de modo eficaz para a incitação e proliferação do racismo e de todas as suas consequências psíquicas, sociais, culturais, econômicas e políticas”.

Após receber as críticas, Cocielo se pronunciou.  “Hoje eu leio tudo aquilo que eu postei e me sinto envergonhado. Foram coisas absurdas”, disse ele sobre as publicações antigas que também foram criticadas. “Aquele monte de merda que eu falei está muito distante de quem eu sou hoje. […] Eu aceito todas as consequências. Porque eu fui imaturo. Eu fui irresponsável. Eu era completamente diferente da pessoa que sou hoje”.

O youtuber ainda não apresentou um advogado para o processo.

 

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