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Projeto público capacitará e dará renda a 10 000 pessoas em situação de rua

Programa fruto da parceira entre estado e prefeitura pretende dar capacitação e emprego temporário pelo prazo de cinco meses

Por Clayton Freitas
29 jul 2022, 06h00 • Atualizado em 27 Maio 2024, 21h44
Imagem mostra pessoa cuidando de jardim, vestindo roupa de trabalho azul marinho
Emprego: zeladoria urbana é uma das atividades previstas. (Secom/Prefeitura de São Paulo/Divulgação)
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  • Frequentador do centro de acolhida Casa República, na Zona Leste da capital, Chico, de 46 anos, diz que finalmente voltará a fazer o que gosta: mexer com a terra. Desconfiado, ele prefere não dar seu nome completo e diz que logo estará ganhando um “dinheirinho”, já que foi um dos inscritos para receber uma bolsa durante cinco meses para prestar serviços à prefeitura, onde pretende trabalhar na zeladoria dos parques.

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    Ele é um dos cerca de cinquenta Franciscos, de uma lista de cerca de 10 000 nomes, que já foram pré-selecionados para integrar um projeto que pretende dar capacitação e emprego temporário a pessoas em situação de rua. Fruto de uma parceria entre os governos estadual e municipal, o projeto consiste em dar treinamento e uma bolsa-auxílio de 540 reais ao mês pelo prazo de cinco meses, de agosto a dezembro deste ano.

    28 milhões de reais é o valor a ser investido no projeto, que tem duração de cinco meses e pagará 540 reais/mês

    Essas pessoas atuarão em diversas frentes, que incluem serviços como os de zeladoria da cidade. A carga horária de trabalho é de 20 horas semanais. Quem está fazendo a seleção e fará a operacionalização e capacitação será a prefeitura. O investimento a ser bancado pelo governo estadual é de 28 milhões de reais.

    “A inovação no caso da capital é que é um volume expressivo, e destinada a uma população específica”, afirma Laura Müller Machado, secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo. O convênio com o município é previsto em uma lei estadual de maio de 2021, que unificou os programas de transferência de renda do estado e criou o Bolsa do Povo, com parcerias em toda a região.

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    No caso da capital, os critérios para participar incluem ter 18 anos, renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa e estar desempregado. Segundo o último censo da prefeitura, a perda de trabalho ou renda foi o motivo que levou 28,4% dessas pessoas para as ruas. O mesmo estudo indicou ainda que 42,8% não trabalham.

    “O desafio das pessoas em situação de rua na capital é crescente e cada vez mais delicado”, afirma a secretária. Ela diz que as bolsas-auxílio servem como uma forma de incentivo para que a pessoa consiga retornar ao mercado de trabalho após a capacitação e experiência, e que é possível ampliar a quantidade de vagas.

    O número de pessoas vivendo nas ruas da capital chegou a 31 884 ao fim de 2021, o que representa um aumento de 31% em relação ao último censo, que indicou 24 344 nessa situação. Cálculos extraoficiais indicam que o número pode passar de 60 000.

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    Publicado em VEJA São Paulo de 3 de agosto de 2022, edição nº 2800

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