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Padre Júlio Lancellotti diz que foi ameaçado por motoqueiro: “Estou cada vez mais em risco”

Arthur do Val foi apontado como possível responsável: "Nunca ameacei ninguém"

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 15 set 2020, 20h15 - Publicado em 15 set 2020, 19h48

O padre Júlio Lancellotti afirmou em vídeo divulgado pelas redes sociais nesta terça-feira (15) que está sofrendo ameaças e que corre um “risco cada vez maior”. De acordo com o sacerdote, enquanto atendia a população de rua na capital paulista, ele foi alvo de xingamentos. Arthur do Val, o Mamãe Falei, candidato à prefeitura pelo Patriota e deputado estadual, tem feito duras críticas ao padre nas últimas semanas e foi apontado como possível autor dos ataques: ele negou que tenha feito qualquer ameaça.

“Passou uma moto e o cara falou: ‘padre filho da put* que defende noia’. Depois dos ataques de alguns candidatos à prefeitura contra mim, estou cada vez mais em risco”, afirmou Lancellotti. “Se me acontecer alguma coisa, se alguém me atingir, vocês sabem de quem é a culpa, de quem cobrar. O risco que estou correndo é cada vez maior e a responsabilidade vocês sabem de quem é”.

No sábado (12) o padre divulgou também pela internet que um “candidato a prefeito estava filmando ataque da PM e da GCM na Cracolândia na Luz. Como sabiam do ataque?”. No mesmo dia Arhur do Val fez uma live da ação pelo seu Instagram.

O que o padre Lancellotti faz é deplorável. A Igreja Católica tem uma linda história e não pode ficar à mercê de um cafetão da miséria. Nunca ameacei ninguém, nem ele. Ele é uma das maiores farsas do Brasil, em breve vocês saberão! Vou desmascarar esse padre”, escreveu pelo Twitter o candidato nesta terça. 

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Em entrevista para a Vejinha em agosto ele já havia feito outras críticas ao sacerdote. “O padre Júlio Lancelotti atrapalha. Seu trabalho estraga o potencial turístico do centro, que fica vandalizado, animalizado por pessoas que não estão em condições de pegar a marmita e sair andando”, disse na ocasião.

Lancellotti foi capa da Vejinha no início do mês. Em entrevista ele falou sobre sua rotina atarefada e relatou um aumento do número de seguidores nas redes sociais: “Já sofri até tentativa de assassinato, jogaram um carro em mim na calçada. Vira e mexe, alguém passava na igreja e gritava ‘comunista”. Contudo, na ocasião, disse que os ataques diminuíram na pandemia.

 

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