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Mulher que distribuiu marmita suspeita diz que não passou mal com comida

Dois homens em situação de rua e um cachorro morreram ao comer as marmitas doadas

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 23 jul 2020, 18h28 - Publicado em 23 jul 2020, 18h26

Dois homens em situação de rua morreram na madrugada de quarta-feira (22) após se alimentarem com marmitas doadas em Itapevi, na Grande São Paulo. No mesmo dia, uma mulher se apresentou à delegacia e prestou depoimento dizendo que ela e sua família não passaram mal após consumir a mesma comida entregue aos homens.

De acordo com a prefeitura da cidade, um cachorro também ingeriu o alimento e morreu. Uma menina de 17 anos e um menino de 11 estão internados pelo mesmo motivo depois que o pai do menino levou uma das marmitas para casa. A Polícia trabalha com duas suspeitas: envenenamento ou alimentos estragados.

No depoimento, a mulher relatou que já trabalha há dez anos como voluntária de um programa que distribui marmitas em Itapevi e que, no dia do ocorrido, ajudou a cozinhar e distribuir 50 marmitas. Ela alegou que todos os membros de sua família consumiram o mesmo alimento no dia e não passaram mal.

Ela se apresentou à delegacia voluntariamente porque identificou o seu carro na reportagem transmitida na televisão e, depois do depoimento, foi liberada.

Aloysio Ribeiro, delegado que investiga o caso, afirmou que nenhuma hipótese ainda foi descartada. “Tem comida de uma semana que está lá com eles. Pode ser essa comida estragada, que pode ter causado esse óbito, assim como pode ser uma contaminação proposital, um envenenamento. Só os laudos vão ajudar a dar uma resposta”, relatou.

 

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