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Maurício Souza, jogador de vôlei da seleção, é afastado de time após caso de homofobia

Caso ocorreu somente após pressão de patrocinadores

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 27 out 2021, 20h40 - Publicado em 26 out 2021, 21h10

O jogador de vôlei Maurício Souza foi afastado do time Minas Tênis Clube após realizar comentários homofóbicos no Dia das Crianças. Na ocasião o atleta criticou um quadrinho da DC do Superman, em que o filho de um personagem se assumia bissexual.

“A é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”, escreveu Maurício. A postagem rendeu repúdio de atletas como Douglas Souza e uma enxurrada de comentários nos perfis da Fiat e da Gerdau, empresas patrocinadoras do Minas Tênis Clube.

Inicialmente, o time divulgou que “todos os atletas federados à agremiação têm liberdade para se expressar livremente” mas que não aceitaria “manifestações homofóbicas, racistas ou qualquer manifestação que fira a lei”, sem divulgar um afastamento.

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Após a cobrança da Fiat, que postou nota nas redes sociais afirmando que considerava “inaceitáveis” as manifestações e que espera que “a instituição tome as medidas necessárias no espaço mais curto de tempo possível” e a Gerdau, que divulgou que “pediu a posição oficial do clube sobre as tratativas necessárias ao caso para adotar as medidas cabíveis”, também repudiando a fala, o Minas afastou Maurício por tempo indeterminado. Ele deverá pagar uma multa e foi orientado a realizar uma retratação pública “imediata”.

O atleta realizou também uma postagem transfóbica no dia 15 de outubro, após postar uma foto com uma atleta de basquete trans, escrevendo: “Se você achar algum homem nessa foto você é preconceituoso, transfóbico e homofóbico”.

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