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Café: uma paixão paulistana

Grandes redes da cidade vendem quase 5 milhões de expressos por mês

Por Arnaldo Lorençato [Colaboraram Helena Galante, Kiki Romero e Nathalia Zaccaro] 2 mar 2012, 18h40 | Atualizado em 18 ago 2025, 12h18
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Sete entre dez paulistanos tomam três ou mais doses de café por dia, a primeira delas logo pela manhã. Quase sempre forte. O lugar preferido para apreciar a bebida é em casa, motivo que faz com que 60% dos consumidores possuam algum equipamento doméstico para produzir a mistura.

Esses números não deixam dúvida sobre a antiga história de nosso amor pelo produto, que ajudou a construir a riqueza do estado. Eles fazem parte das principais conclusões de um estudo encomendado por VEJA SÃO PAULO ao departamento de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Abril Mídia — foram realizadas 2.374 entrevistas na capital entre os meses de janeiro e fevereiro.

Para o público enorme de apreciadores, as opções são cada vez mais numerosas e sofisticadas. Nos últimos tempos, grandes redes se expandiram por aqui, num ritmo intenso. Desde 2011, por exemplo, a americana Starbucks, com a abertura de três novos pontos, chegou a um total de 21 endereços na cidade. A título de comparação, no restante do país, a empresa possui apenas quinze outras unidades. A rede pretende dobrar o tamanho de sua cadeia até dezembro, concentrando a maioria dos investimentos em São Paulo. “Os dois próximos estabelecimentos serão na Vila Olímpia e na região da Avenida Luís Carlos Berrini”, conta Ricardo Carvalheira, diretor-geral da Starbucks Brasil.

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Paralelamente à movimentação dos gigantes do setor, surgiram várias lojas especiais para saciar o gosto dos clientes por busca de novidades, sobretudo as que envolvem preparos mais finos. “O consumo de cafés especiais cresce de 15% a 20% ao ano na cidade”, calcula Edgard Bressani, presidente da Associação Brasileira de Café e Barista. Essa expansão começou há pouco mais de uma década, quando o número de cafeterias sofisticadas podia ser contado nos dedos de uma mão. “Foi um salto altíssimo”, diz ele.

Nesta reportagem, confira os detalhes da pesquisa a respeito dos nossos hábitos e preferências quando o assunto é aquela xícara fumegante contendo o famoso líquido intenso, escuro e de sabor marcante, um teste de degustação com as marcas mais consumidas, um levantamento dos melhores pontos para apreciar o produto e as máquinas sob medida para incrementar sua preparação.

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