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Bruno Covas sanciona aumento de mais de R$ 10 000 no próprio salário

Os ganhos do prefeito vão a R$ 35 462,00; com o reajuste, válido a partir de 2022, o teto do funcionalismo público municipal também sobe

Por Redação VEJA São Paulo 24 dez 2020, 09h40

O prefeito reeleito Bruno Covas sancionou nesta quarta-feira (24) o aumento de seu salário, do vice Ricardo Nunes e de secretários da cidade de São Paulo. A medida foi publicada no Diário Oficial.

Com o reajuste, que é válido a partir de 2022, o teto do funcionalismo público municipal também sobe. O salário atual do prefeito é de 24.175,55 reais e passará para 35.462 reais. O vice-prefeito ganhava 21.700 reais e terá a renumeração de 31.915,80 reais. Os salários dos secretários subiram 55%, de 19.340,40 para 30.142,70 reais.

Ontem, a Câmara Municipal votou a favor do benefício. Foram 34 votos favoráveis ao projeto, 17 contra e uma abstenção. Veja aqui como cada um votou.

Derrotado nas eleições municipais, Guilherme Boulos afirmou em entrevista à Vejinha que irá protocolar uma representação contra o aumento. “Essa aprovação fere, ao menos, dois princípios legais: o princípio da razoabilidade e o princípio da moralidade pública, porque nós estamos no meio de uma pandemia, com uma crise social aguda”, explica. “Nós achamos que o Ministério Público tem que atuar junto ao judiciário para impedir esse aumento”.

Segundo a casa, o reajuste corrige subsídios “do prefeito, vice-prefeito e secretários em patamar abaixo da inflação acumulada no período” dos últimos 8 anos. O aumento foi muito criticado nas redes sociais por acontecer em um período de pandemia e crise econômica.

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