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Câmara: aumento de salário do prefeito é aprovado em definitivo

Vice e secretários também ganham acréscimo de em média 45% nos holerites. Texto segue para sanção de Bruno Covas

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 23 dez 2020, 15h11 - Publicado em 23 dez 2020, 15h10

O legislativo paulistano aprovou em segunda votação o aumento de 45% no salário do prefeito, vice e secretários do Executivo da capital. Foram 34 votos favoráveis ao projeto, 17 contra e uma abstenção. Agora o projeto segue para a sanção de Bruno Covas (PSDB).

Na segunda-feira (21) a Câmara Municipal realizou a primeira votação, que também teve aprovação. Com o reajuste, que é válido a partir de 2022, o teto do funcionalismo público municipal também sobe. O salário atual do prefeito é de 24.175,55 reais e passará para 35.462 reais. O vice-prefeito ganhava 21.700 reais e terá a renumeração de 31.915,80 reais. Os salários dos secretários subiram 55%, de 19.340,40 para 30.142,70 reais.

A Câmara disse, em nota, que o reajuste corrige subsídios “do prefeito, vice-prefeito e secretários em patamar abaixo da inflação acumulada no período” dos últimos 8 anos. “Desde a última correção, em 2012, a inflação acumulada chega a 63,11% pelo IPCA e 100,41% pelo IGP”, afirma o vereador Fábio Riva (PSDB), líder do governo na Câmara.

Em entrevista para a Vejinha na terça-feira (22), o candidato derrotado nas eleições municipais, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou que vai protocolar uma representação no Ministério Público contra o reajuste. “Essa aprovação fere, ao menos, dois princípios legais: o princípio da razoabilidade e o princípio da moralidade pública, porque nós estamos no meio de uma pandemia, com uma crise social aguda”, disse.

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