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Biblioteca do Butantan passa por restauro de 15,4 milhões para abrir em 2022

Antes reservado aos pesquisadores, local, com cerca de 15 mil itens, ganhará novos espaços

Por Fernanda Campos Almeida Atualizado em 2 abr 2021, 00h42 - Publicado em 2 abr 2021, 00h45

Inaugurado em 1914, o Edifício Vital Brazil, que abriga a biblioteca do Instituto Butantan, iniciou neste mês uma restauração de 15,4 milhões de reais. Um dos objetivos é torná-lo um polo cultural aberto à visitação e a excursões escolares. O prédio histórico já funcionou como laboratório principal da instituição, criado para desenvolver um soro que combatesse o surto de peste negra que se espalhava na Baixada Santista na época.

Nomeada em homenagem ao primeiro diretor da instituição, a edificação é dividida em três pavimentos. No subsolo, antes usado apenas como espaço para ventilação, o piso foi rebaixado e será transformado em uma galeria.

Já o térreo abriga a biblioteca, que conta com acervo de 15 000 obras sobre vacinas, bioquímica, fisiologia etc., e será ampliada. No mesmo andar serão adicionadas salas para reuniões e cursos. O piso superior continua como espaço restrito. São dois salões destinados às visitas de autoridades, eventos fechados e assinaturas de atos. Um elevador panorâmico externo ligará todos os andares para garantir a acessibilidade. Além disso, no jardim situado na parte de trás deste edifício, há uma rotunda que receberá um café.

A restauração do prédio, tombado desde 1981, respeitará as adaptações feitas ao longo de mais de 100 anos, seguindo os princípios de mínima intervenção. A fachada manterá características do estilo art nouveau. “Ele é nosso cartão-postal”, afirma Joanita Lopes, diretora técnica da biblioteca do Instituto Butantan. Ao todo, a obra contempla 1 906,35 metros quadrados e tem duração prevista de dezoito meses.

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Publicado em VEJA São Paulo de 07 de abril de 2021, edição nº 2732

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