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Poder SP - Por Sérgio Quintella Sérgio Quintella é repórter de cidades e trabalha na Vejinha desde 2015

Ministério Público investiga prática de homofobia na torcida do Palmeiras

Dois homens foram obrigados a deixar o Allianz Parque

Por Sérgio Quintella Atualizado em 21 set 2019, 09h53 - Publicado em 20 set 2019, 17h38

O Ministério Público de São Paulo (MP) abriu na quinta-feira (19) um inquérito civil para apurar possíveis práticas de homofobia ocorridas durante um jogo do Palmeiras, no Allianz Parque, em data ainda não informada. Em um vídeo que circula pelas redes sociais, dois homens são expulsos das arquibancadas, pela própria torcida, sob gritos discriminatórios.

A investigação está a cargo dos promotores de direitos humanos Anna Trotta Yaryd e Eduardo Valério. Além de notificar o clube para saber quais medidas internas foram tomadas, a dupla do MP intimará a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a respeito de eventuais punições que a instituição poderá sofrer.

Além disso, foi determinado o envio de ofício à Sociedade Esportiva Palmeiras para que a entidade informe se existe algum procedimento interno para apurar os fatos e se as vítimas foram identificadas. Além disso, os investigadores querem saber se o clube segue algum protocolo de atuação para prevenção de crime de homofobia ou transfobia.

No ano passado, sentindo-se ofendido, o torcedor William de Lucca fez uma postagem no Twitter criticando a postura homofóbica no estádio que frequenta. “A torcida do Palmeiras, em sua homofobia típica, canta que ‘todo viado nessa terra é tricolor’. Parece que encontrei uma exceção a regra: eu mesmo, viado e palmeirense, e que cola no estádio em TODOS os jogos.” O caso ganhou repercussão momentânea.

Em nota, a entidade se manifestou:

O Palmeiras não recebeu nenhuma notificação do Ministério Público relativa à essa questão, entretanto já esclarece que:
– A partida em questão aconteceu no dia 27.08.2017, com torcida única, por determinação das autoridades competentes.
– A retirada dos torcedores aconteceu com objetivo de resguardar a segurança dos próprios, já que eles haviam sido identificados como torcedores adversários infiltrados e acabaram sendo imediatamente localizados pelos demais torcedores.
– Não restou outra opção a não ser pedir para que eles deixassem o local, cumprindo assim a determinação de torcida única e garantindo a segurança dos torcedores, que estavam sendo ameaçados pelos demais próximos ao local.
– Não houve qualquer outro motivo para que essa atitude tivesse que ser tomada. Quaisquer outras ilações errôneas relativas à homofobia feitas por usuários de redes sociais são descabidas de qualquer fundo de verdade.

Veja o vídeo abaixo:

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