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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 27 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações de estabelecimentos. Além das atividades na Vejinha, leciona na Universidade Mackenzie

Prêmio Nina Horta de Crônica Gastronômica

Para homenagear a escritora morta em outubro, a família cria concurso literário que tem a culinária como tema

Por Arnaldo Lorençato - Atualizado em 14 Nov 2019, 20h53 - Publicado em 14 Nov 2019, 20h19

Maior cronista de gastronomia do Brasil, Nina Horta morreu no dia 6 de outubro (leia mais sobre ela). Era uma amiga querida que me inunda de saudade pela gula que tinha pela vida. Prosear com ela, então, era fascinante. De erudição assombrosa, era capaz de conversar sobre quaisquer assuntos. Sempre me impressionou sua capacidade vertiginosa de leitura. Dona de uma biblioteca de sonho, devorava livros com um apetite insaciável. Além dos exemplares físicos — recém-doados pelos herdeiros ao curso de gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi –, avançava pelo mundo digital com outra coleção de obras reunidas no iPad. A saudade da Nina só não é maior porque ela se eternizou em textos únicos, repletos de sabor, parte deles reunida em dois livros, Não É Sopa e O Frango Ensopado da Minha Mãe, ambos publicados pela Companhia das Letras.

Pois ela, que adorava quando eu trazia para ela e Sylvio, seu marido também falecido, os deliciosos pé de moleques de Piranguinho, ou quando deixava na porta da casa dela uma fornada de pães fresquinhos assados por minha mãe, vai virar um concurso literário, o Prêmio Nina Horta de Crônica Gastronômica. As inscrições começam nesta sexta, 15 de novembro, e prosseguem até 15 de dezembro. O anúncio do ganhador, que receberá um troféu desenhado por Laerte Ramos, será anunciado em 19 de janeiro, data de nascimento da escritora.

A iniciativa foi dos filhos, representados por Dulce Maria, que se juntou ao especialista em vinhos Luiz Horta (abro parenteses aqui para relembrar que Luiz, apesar do sobrenome, não era parente da Nina e estreou na imprensa paulistana com os textos que fazia para mim quando era editor do caderno de cultura do extinto diário econômico Gazeta Mercantil. Claro, a indicação foi da Nina. Ela me ligou e disse tem um moço de Minas que escreve bem. Não quer que ele publique aí na Gazeta? Não diria não a um pedido dela).

“Era uma maneira simpática não só de lembrar da minha mãe, mas também dela continuar viva, ela que amava tanto a vida”, conta Dulce, que revela que o júri tem cinco pessoas, mas os nomes não serão divulgados. “Continuarão todos secretos. Achamos melhor assim, porque senão pode ter gente ligando para os jurados”, faz segredo. “A ideia é publicar o texto do vencedor, mas ainda não sabemos em qual canal.”

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Conheça os critérios para participar:

Divulgação/Divulgação

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