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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 27 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações de estabelecimentos. Além das atividades na Vejinha, leciona na Universidade Mackenzie

De Miami, japonês Makoto tem filial em shopping paulistano; leia a crítica

O endereço apresenta uma visão do Japão que passa por um filtro americano.

Por Arnaldo Lorençato - Atualizado em 30 Jul 2019, 18h14 - Publicado em 21 Jun 2019, 06h00

Filial de uma casa de sucesso em Miami instalada desde fevereiro no Shopping Cidade Jardim, o Makoto apresenta uma visão do Japão que passa por um filtro americano. A grande vantagem do restaurante é trabalhar com ingredientes de qualidade e também manter receitas mais fiéis às originais do país do Extremo Oriente.

Uma equipe de sushimen de gravata rosa, postada atrás de um balcão de 8 metros, atende a ruidosa clientela que se esparrama pelas mesas do salão e do pátio em frente a ele com bolinhos de arroz cozido com precisão e cobertos por pescados como atum akami bluefin (R$ 40,00) e carapau (R$ 18,00).

Sushis de primeira: peixes como atum e carapau Ricardo D'Angelo/Veja SP

Fãs dos enrolados certamente vão gostar do delicioso negui toro (R$ 38,00), feito com um atum gordo. Pena que o acabamento não tenha sido tão primoroso na minha visita, com algumas unidades abrindo-se nas laterais.

Se a intenção for provar uma variação de sashimi, o hamachi ponzu sudachi (R$ 35,00) é preparado com fatias finas de olho-de-boi ao molho cítrico e coberto por uma fatia de pimenta minicoentro.

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Carne wagyu A5, importada do Japão: produto da mais alta qualidade pela pequena fortuna de R$ 290,00 (porção com 100 gramas) Ricardo D'Angelo/Veja SP

Ainda entre os aperitivos, o guioza de carne de wagyu nacional (R$ 28,00) vem com dispensável aïoli, que nada acrescenta ao acepipe.

Outra pedida, só que mais nobre, oferece em fatias a carne desse gado trazida do Japão, de classificação A5, que indica alto marmoreio de gordura. A peça rosada, quase branca, é cortada em lâminas não muito finas e levemente grelhada sobre uma pedra quente diante dos olhos dos clientes e servida com um ingrediente igualmente raro, o wassabi fresco ralado na hora. A porção de 100 gramas custa a pequena fortuna de R$ 290,00. Há uma pedida bem mais simples, preparada com bifes nacionais, por (R$ 59,00), mas que não se compara à importada.

Entre os pratos nipo-americanos de melhor acabamento está o watermelon ceviche (R$ 55,00), feito de melão amarelo, polvo, lula, atum, peixe branco, ervilhas crocantes ao molho de aji amarillo.

Reinvenção bem-sucedida do opéra, bolinho francês com muita manteiga e chocolate, o opéra matchá (R$ 23,00) leva camadas de um crepe muito fino com chantili polvilhado de chá-verde sutilmente amargo assentado sobre crumble de canela mais sorbet de morango.

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Confira o cardápio:

 

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