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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 29 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Cuia Café mostra o Brasil antropofágico de Bel Coelho. Leia a crítica

A chef toca o restaurante integrado à livraria Megafauna, no térreo do Copan

Por Arnaldo Lorençato Atualizado em 26 ago 2021, 22h38 - Publicado em 27 ago 2021, 06h00

Depois de fechar o Clandestino, na Vila Madalena, Bel Coelho está de volta. A chef assina o cardápio do Cuia Café, integrado à ótima livraria Megafauna, de Fernanda Diamant, no térreo do Copan, edifício cartão-postal de Oscar Niemeyer e Carlos Lemos.

Digo que Bel assina porque, mesmo quando a cozinheira não está por lá, uma equipe afinada consegue reproduzir com excelência os pratos criados por ela, como no dia da minha visita — são receitas nas mesas que se esparramam do salão para a calçada em frente ao restaurante. Bel mostra um Brasil contemporâneo de preparos com ingredientes orgânicos de pequenos produtores.

Ambiente do Cuia Café, decorado com livros expostos acima do balcão e da cozinha 
Sob as curvas do Copan: salão integrado à livraria Megafauna Clayton Vieira/Veja SP

Em tempos que se aproximam das comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna, em 2022, pode-se definir a culinária de Bel como antropofágica. Em muitas de suas preparações, misturam-se técnicas de vários países com precisão.

Vale lembrar que o sanduíche, criação de um inveterado jogador de cartas inglês de mesmo sobrenome, tem recheio de cogumelos grelhados e homus de pinhão, pasta de origem árabe tradicionalmente feita com grão-de-bico (R$ 31,00).

Chef Bel Coelho na cozinha do Cuia Café.
A chef: criadora do cardápio brasileiro contemporâneo Clayton Vieira/Veja SP

No lugar de farinha de trigo para preparar o tempurá, a delicada fritura oriental, vai tapioca para empanar a lula e o molho para mergulhar os anéis sequinhos é um ponzu — normalmente de yuzu ou de uma mistura de laranja e limão — feito com caju. Custa R$ 39,00. Escoltam o peixe do dia a salada de feijão-manteiguinha, farinha d’água e molho de tucupi (R$ 65,00).

A costelinha de porco no melaço de cana, dourada e deliciosa, recebe a parceria de canjiquinha, cogumelos e acelga bok choy (R$ 68,00). Uma tradição da doçaria portuguesa, o toucinho do céu (R$ 30,00) passa longe da amêndoa. É feito com castanha de sapucaia, típica da Mata Atlântica e da Amazônia, e se complementa com creme aromatizado pela semente amazônica puxuri e laranja. São acertos que vão da entrada à sobremesa.

Cuia Café
Salão e retiradas: Avenida Ipiranga, 200, loja 48 (Edifício Copan), Centro. tel. 93100-7700. Delivery: Rappi.
Das 10h às 22h (domingo das 11h às 18h; fecha segunda)
Tem acessibilidade.
Instagram: @cuia_cafe.

Avaliação: ÓTIMO (✪✪✪✪)

Faixa de preço: $$ (de R$ 141,00 a R$ 210,00)

Confira o cardápio: 

Cardápio do Cuia Café

 

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