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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 29 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Beato serve a última refeição no domingo

Nem só de sucessos como o Le Jazz Brasserie vive a cobiçada Rua dos Pinheiros. Não são poucos os lugares que fecham por lá. O Beato é mais um deles e tem data marcada para dar o último suspiro. No próximo domingo, 17 de maio, o restaurante funciona para o almoço e depois fecha as portas definitivamente. […]

Por Arnaldo Lorençato Atualizado em 26 fev 2017, 16h38 - Publicado em 15 Maio 2015, 00h03
Beato: ganhou ambiente ainda mais simples depois da reabertura em novembro (Foto: Fernando Moraes)

Beato: ganhou ambiente ainda mais simples depois da reabertura em novembro (Foto: Fernando Moraes)

Nem só de sucessos como o Le Jazz Brasserie vive a cobiçada Rua dos Pinheiros. Não são poucos os lugares que fecham por lá. O Beato é mais um deles e tem data marcada para dar o último suspiro. No próximo domingo, 17 de maio, o restaurante funciona para o almoço e depois fecha as portas definitivamente.

+ Receita: pudim de leite, do Beato

O pequeno e agradável restaurante na Rua dos Pinheiros era um projeto dos irmãos Leonardo e Bruno Ventre, aberto em 2012. Tinha tudo para decolar, mas não virou. Em menos de três anos, teve três titulares do fogão, o mais recente deles, José Roberto Félix de Carvalho Júnior, responsável por executar receitas do chef Alberto Landgraf, do Epice, que se associou aos irmãos Ventre.

Landgraf: aposta no talento de participantes do MasterChef (Foto:  Ligia Skowrosnki)

Landgraf: “Agora, vou me dedicar apenas ao Epice” (Foto: Ligia Skowrosnki)

Landraf explica que primeiro ficaram parados para uma reforma do restaurante, que voltou a funcionar em novembro. “Recomeçamos com estrutura financeira nova, mas a gente sofreu muito nos primeiros meses depois da reabertura”, admite o cozinheiro-empresário. “Restaurante só fecha quando não cumpre a expectativa dos sócios.”

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No diagnóstico que fez do fechamento do Beato, Landgraf aponta problemas como almoço, muito fraco de público. Também acredita que, embora seus preços não sejam altos, a clientela da região devia achar o restaurante caro. Aponta ainda a especulação imobiliária que acredita estar cada vez mais forte em Pinheiros.

Embora tenha se preocupado com a equipe, Landgraf não conseguirá levar ninguém para o Epice, mas disse que está tentando recolocar todos os funcionários cujo contrato se encerra neste fim de semana. Da equipe, quem se deu bem foi o barman Kennedy Nascimento, que, mesmo antes de saber do encerramento, estava de saída para se dedicar, entre outras coisas, a consultorias, uma delas em Belém.

O Beato desaparece depois de sete meses da entrada de Landgraf no negócio. Agora, resta passar o ponto do qual ele e os irmãos Ventre continuam donos.

Restará do Beato a lembrança do ótimo pudim de leite, de dona Helena, mãe de Landgraf.  A receita você pode fazer em casa. Basta clicar aqui.

Em tempo: também vale o registro do fechamento do francês Robin des Bois e da churrascaria Makanudo, ambos em Pinheiros, e da pizzaria Pizza na Roça, em Perdizes.

+ Receita: il vero fettuccine Alfredo
+ Passeio pelo Eataly em fotos inéditas

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