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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 29 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Conheça Issam Sidom, criador do Alyah, que faz 10 toneladas de doces libaneses por dia

O empresário, dono de uma confeitaria e dois restaurantes, revela que está investindo 10 milhões de reais em três novas fábricas

Por Arnaldo Lorençato Atualizado em 27 ago 2021, 14h13 - Publicado em 27 ago 2021, 06h00

Paulistano de origem libanesa, Issam Sidom, 38 anos, se uniu a um grupo de empresários do Líbano e da Romênia para criar o Alyah no fim de 2019. Na conversa que tivemos por Zoom, ele garantiu que “não acreditava no negócio”, embora revele que o investimento tenha sido de 10 milhões de reais para montar uma fábrica de doces e restaurante no espaço que antes pertencera a uma concessionária na Avenida Indianópolis e batizado com uma palavra que significa “sublime”.

A primeira filial, bem mais simples, do restaurante, foi montada onde já existia o Fairuz e desde o início deste mês ganhou o aposto by Alyah. Convém lembrar que a casa ocupa o ponto deixado pela extinta e centenária sorveteria Alaska e que também nessa nova unidade se saboreiam esfirras alongadas que lembram a pides turca.

Sobre tábua de madeira clara, a esfirra alongada de queijo é servida junto de pequenos pedaços de picles, tomate e duas azeitonas pretas em um pequeno pote ao lado
Esfirra alongada: similar à pide turca Arnaldo Lorençato/Veja SP

Além desse ponto de vendas, ainda estão sendo implantadas três fábricas, duas delas já em operação, a um custo de mais 10 milhões de reais. Para a Vila Santa Catarina, vai a produção dos doces, que hoje ocupa uma área atrás do endereço de Indianópolis.

Sem modéstia, diz que tem hoje a maior fábrica de doces libaneses do mundo — numa área de 3000 metros quadrados, garante produzir 10 toneladas diárias de 85 variedades diferentes — e que, para montá-la, trouxe profissionais da Confeitaria Hallab, na cidade de Tripoli desde 1881 (embora ele tenha dito durante a entrevista que a fábrica libanesa fechou, ela permanece na ativa).

“O que impulsionou a gente foi a pandemia”, garante. Em Cotia, a outra planta é usada para a elaboração de comida congelada — Sidom acaba de assinar um contrato com a rede de supermercados St Marche para vender itens como abobrinha e berinjela recheadas, arroz de cordeiro, charuto de folha de uva…

Ao longo desse um ano e meio, Sidom se mostrou um notável empreendedor e, como ele gosta de brincar, “nascido nos Jardins, ou melhor, no Jardim São Bernardo”, bairro de periferia da Zona Sul paulistana. “A gente não deve nada nem para banco nem para fornecedor”, afirma ele, que durante a entrevista estava em Foz do Iguaçu, onde foi fechar um contrato para venda de doces no Duty Free local.

O empresário Issam Sidom de camisa social e terno
Issam Sidom: empresário paulistano de origem libanesa investe em doces típicos do Líbano Arquivo pessoal/Veja SP

O terceiro ponto escolhido por ele fica no Tatuapé, onde planeja desenvolver uma linha de hambúrguer e linguiça halal, ou seja, feitos dentro dos preceitos da religião muçulmana.

O motivo para esse crescimento vertiginoso para Sidom, que nas fábricas emprega 200 funcionários, quarenta deles libaneses, tem explicação. “O erro no Brasil é abrasileirar as receitas. Usamos apenas produtos da melhor qualidade, como pistache iraniano, e vendemos doces para 10 milhões de libaneses (e descendentes) que vivem no Brasil.”

Faz ainda uma aposta: “Nos próximos dez anos, a tendência será a comida árabe. O restaurante japonês vai desabar”. O tempo dirá.

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Alyah
Salão e retiradas: Avenida Indianópolis, 1401, Indianópolis, tel. 2371-2125. Delivery: iFood, Rappi, Uber Eats. Tem acessibilidade.

Fairuz by Alyah
Salão e retiradas: Rua Doutor Rafael de Barros, 70, Paraíso, tel. 3467-8700. Delivery: próprio.
alyahsweets.com.br

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