Do mar

Ostras ficam mais saborosas no inverno

Saiba por que é melhor comer o molusco durante a temporada de frio e confira um roteiro de restaurantes bacanas que servem as conchas fresquinhas

Por: Sophia Braun - Atualizado em

Avek - ostra
Avek: porção de ostras gratinadas (R$ 28,00) (Foto: Tadeu Brunelli)

Onze dúzias. Esta é a quantidade de ostras que um cliente do Amadeus comeu sozinho durante o almoço. “É o recorde do restaurante”, diverte-se a chef Bella Masano, que tem uma criação do molusco em Florianópolis.

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A iguaria aparece no cardápio de diversos bares e restaurantes da capital — e não só em sua forma natural, crua. “Fica muito gostosa empanada e frita, mas também pode ser cozida no vapor ou marinada”, diz Francisco Farah, atual chef do Bistrô Charlô, nos Jardins. Apenas aos sábados e domingos, ele serve um ceviche de ostras com gengibre (R$ 33,00).

Por mais atraente que seja a combinação de ostra, praia e verão, essa não é a melhor época do ano para saboreá-la. “É quando se reproduz e acaba ficando pobre em nutrientes”, explica Bella. Durante o inverno, por outro lado, o molusco atinge o ponto ideal para consumo — bem carnudo.

Ostras do Mercadão: com ovas de peixe, limão, geleia de pimenta, vinagrete e manga
Casa das Ostras: cocnhas abertas na hora em pelono Mercadão (Foto: Sophia Braun)

Outro fator que afeta o paladar é a procedência das conchas. No Brasil, elas costumam vir de Cananeia ou de Santa Catarina. “As ostras cultivadas no sul do país geralmente são mais carnudas e suaves”, compara Mario Gomes Júnior, à frente da Casa das Ostras, no Mercado Municipal de São Paulo. “Como têm sabor menos concentrado, são indicadas aos iniciantes”, recomenda.

Pelos cálculos de Júnior, cerca de 250 dúzias do molusco são servidas no balcão por semana, a R$ 4,00 a unidade. Se somada a quantidade vendida para levar, o número sobe para mais de 300 dúzias. Haja água para tanta concha!

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Confira abaixo um roteiro de restaurantes que servem o molusco:

A Figueira Rubaiyat: uma mesa de gela exibe as conchas logo na entrada. Vindas de Santa Catarina, custam R$ 46,00 a dúzia.

Amadeus: serve ostras de cultivo próprio, em Florianópolis. Podem receber limão ou molho à base de ketchup com raiz-forte e conhaque. Custa R$ 4,00 a unidade. Quem desejar, pode fazer uma encomenda e levar as conchas para comer em casa.

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O balcão do restaurante Amadeus: produção própria (Foto: Fernando Moraes)

Avek: a ostra é o ingrediente preferido do chef Alain Uzan. Não à toa ele oferece seis preparações do molusco. Uma delas é gratinada com um molho à base de manteiga e creme de leite. A chamada de rockfeller é rapidamente cozida em um caldo de legumes e depois vai ao forno coberta de farinha de rosca e queijo parmesão. Ambas custam R$ 28,00 com seis unidades. Meia dúzia da concha fresca sai por R$ 21,00.

Bistrô Charlô: além do ceviche com gengibre (R$ 33,00), serve o molusco trazido de Santa Catarina na concha (R$ 50,00, a dúzia, e R$ 33,00, seis unidades). Fique atento: as ostras só aparecem em cartaz aos sábados e domingos.

Le Vin: serve ostras de Santa Catarina o ano inteiro. Molho à base de vinagrete e cebola é servido à parte. Custa R$ 56,00 a dúzia e R$ 28,00 seis unidades.

Rufino’s: chegam de Santa Catarina às terças e sextas. Quem desejar variar da versão crua, temperada apenas com sal e limão, pode pedir a gratinada. Custa R$ 45,00 a dúzia e R$ 23,50 seis unidades. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO