Drogas

Cracolândia: programa da prefeitura tem hotéis insalubres e viciados que recebem sem trabalhar

Reportagem de VEJA SÃO PAULO acompanhou por um mês o trabalho de varrição de ruas e praças e entrou nos abrigos contratados pela gestão municipal

Por: Adriana Farias e Aretha Yarak - Atualizado em

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O local persiste em “minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco”. Essa descrição feita por Aluísio Azevedo no clássico O Cortiço serve também como retrato atual de qualquer um dos sete hotéis do centro contratados pela prefeitura para abrigar usuários de crack no programa De Braços Abertos.

A ideia do projeto, iniciado em janeiro de 2014 por Fernando Haddad, é retirar da Cracolândia os viciados, oferecendo a eles um teto, três refeições diárias e um salário semanal de 115 reais por serviços como a varrição de ruas e praças (a jornada é de quatro horas por dia e o pagamento é feito em dinheiro vivo).

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No início, as moradias passaram por uma reforma, que incluiu pintura, troca de piso e compra de mobiliário. Meses depois, esses ambientes viraram um cenário de desolação. Os quartos hoje têm banheiro entupido e encardido, além de um forte odor de latrina que se espalha pelos corredores. A visita de ratos e ratazanas é corriqueira e não distingue dormitórios com adultos de quartos com crianças.

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Nos cômodos é comum tropeçar em marmitas esquecidas pelo chão e em entulhos. Roupas sujas espalham-se por cadeiras e camas. Pelo teto, o forro aparente denuncia dezenas de “gatos” de energia. O risco de incêndio é agravado pela ausência de extintores, roubados para virar moeda de troca por pedras de crack, o mesmo destino de vários outros itens. A relação inclui fiação elétrica, resistência de chuveiro, televisores, maçanetas, caixas de energia e até pias de banheiro. “Eles destroem tudo”, reclama Manoel Soares Souza, responsável por três dos sete hotéis. “É impossível repor as peças.”

O governo municipal paga aos estabelecimentos uma taxa mensal de 500 reais por hóspede. Até o fim do ano passado, a manutenção ficava a cargo da prefeitura. Um novo contrato assinado recentemente passou a responsabilidade para os donos dos hotéis. “Vai ser sempre melhor morar aqui do que na rua, mas as condições estão horríveis”, reclama Marina Pinheiro, de 38 anos, que está no programa há cerca de seis meses.

A situação desses endereços chegou a tal ponto que o caso virou objeto de um inquérito civil no Ministério Público do Estado de São Paulo, aberto em julho do ano passado. No último relatório técnico do caso, conduzido pelo promotor de Habitação e Urbanismo Mário Augusto Vicente Malaquias, foi constatado que os imóveis são insalubres e inseguros. No fim do ano, em meio a uma discussão entre duas moradoras, por pouco não ocorreu uma grande tragédia. Alguém ateou fogo a uma parte do último andar do Hotel Seoul, localizado no número 223 da Alameda Barão de Piracicaba. Ninguém se feriu, mas dois quartos foram destruídos.

Há cerca de um mês, o Corpo de Bombeiros voltou para uma nova vistoria e constatou que os imóveis continuam irregulares. O relatório foi entregue à promotoria há duas semanas e está em análise. Uma das possibilidades envolve a interdição dos locais. Nesse caso, os usuários seriam despejados de volta às ruas.

Essa questão não representa o único ponto problemático do programa de Haddad, que consumiu desde o início um investimento de cerca de 10 milhões de reais. O controle de frequência ao serviço dos 321 cadastrados no trabalho de varrição é bastante frouxo. Muitos aparecem cedo para marcar o ponto e desaparecem em seguida. Matam o tempo perambulando pelas ruas ou voltam para o hotel. Outros não cumprem nem metade da jornada de quatro horas, e há ainda quem justifique as faltas com atestados médicos suspeitos.

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Uma das poucas beneficiárias do projeto a falar abertamente sobre isso é Flávia Brito, de 39 anos, que se diz desestimulada com a situação. “Pouca gente vai trabalhar e eu também fui perdendo a vontade. Hoje, vou no máximo duas ou três vezes por semana”, relata. “A maioria das pessoas que aparecem não faz nem duas horas de varrição. Uma turma dorme no Largo do Arouche porque virou a noite e fica assim até o fim do expediente. O orientador, que deveria ver tudo isso, passa o tempo mexendo no celular.”

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A ex-cabeleireira Flávia Brito, de 39 anos: "A turma fica dormindo porque virou a noite, e o orientador, que deveria ver tudo, passa o tempo mexendo no celular" (Foto: Mário Rodrigues)

Ela vive na Cracolândia há dois anos, desde que se separou do marido por sofrer agressões físicas. Flávia experimentou drogas pela primeira vez com ele, que já era usuário. Antes de chegar ao fundo do poço, trabalhava como cabeleireira. Quando soube do De Braços Abertos, ficou entusiasmada com a possibilidade de conseguir sair do inferno das ruas e foi uma das primeiras a entrar no projeto.

Agora se diz decepcionada e sonha ganhar um tratamento longe dali, a exemplo do que ocorreu com a ex-modelo Loemy Marques, que recebeu ajuda do programa do apresentador Rodrigo Faro depois de sua história se tornar pública em uma reportagem de VEJA SÃO PAULO, no ano passado. (veja quadro abaixo)

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Durante um mês, entre fevereiro e março, a jornalista Adriana Farias acompanhou diariamente a rotina de varrição da De Braços Abertos e constatou que o depoimento da ex-cabeleireira Flávia Brito está longe de ser exagerado. A repórter de VEJA SÃO PAULO chegava perto das 8 horas ao local de distribuição do serviço, na Alameda Barão de Piracicaba, e permanecia com as equipes em boa parte da jornada. Em média, ao longo desse período, compareceram ao expediente cerca de cinquenta cadastrados, ou 15% do total.

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Em meio à jornada de trabalho, beneficiária usa espaço de bar para dormir (Foto: Mário Rodrigues)

Na manhã da última sexta-feira (6), por exemplo, uma beneficiária, já alterada por ter consumido bebida alcoólica, abandonou o grupo depois de alguns quarteirões. Largou a vassoura na Praça Olavo Bilac, ficou por aproximadamente quarenta minutos sentada em um açougue, seguiu para um boteco, onde pediu algo mas não foi atendida, discutiu com uma moça na rua e caminhou algumas quadras pela Alameda Glete até dar o horário final do trabalho.

Apareceu momentos depois para fazer a marcação do ponto de saída. Na tarde do mesmo dia, recebeu o pagamento e comprou uma garrafa de pinga. Assim como ela, os cadastrados comparecem em peso ao galpão da Alameda Barão de Piracicaba às sextas para pegar o dinheiro do programa. Nesses dias, entre 14 e 17 horas, quando ocorre a distribuição do dinheiro, o local fica bastante movimentado. Em parte desse período, a reportagem de VEJA SÃO PAULO chegou a contar a presença de mais de duas centenas de pessoas.

A coordenação de tudo fica aos cuidados de uma ONG contratada pela prefeitura, a Associação de Desenvolvimento Econômico e Social às Famílias (Adesaf). Ela recebe 815 000 reais por mês do município para pagar as despesas com seus profissionais e o auxílio aos 453 cadastrados. Além dos 321 varredores, 111 pessoas estão em licença médica (como mulheres que acabaram de ter filho) e as restantes, espalhadas por empresas privadas (nesse caso, ganham apenas uma bolsa moradia).

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A Adesaf também está à frente das atividades disponíveis para o período da tarde, como cursos de crochê e de vôlei, criados para ocupar o tempo dos beneficiários. Mas quase ninguém aparece. A entidade integrou-se ao trabalho há seis meses, em substituição à ONG que iniciou o projeto, a União Social Brasil Gigante. Essa troca ocorreu por insatisfação da prefeitura com a organização do programa.

Mas a Adesaf não conseguiu ainda melhorar o controle das equipes nem reduzir o abuso dos atestados médicos, alguns comprados na região da Sé. “Já marquei o ponto e não fui, peguei um atestado para dor de dente sem estar com dor... Tem uma galera que faz isso direto”, relata Flávia Brito. Mesmo quem resolve trabalhar não encontra muito estímulo. Numa sexta (13 de fevereiro), um usuário foi dispensado do serviço à toa, apesar de ter sido o único de uma equipe de quarenta pessoas a comparecer. “Falei para ele: ‘Vai passear, na hora de bater o ponto você aparece’”, disse um orientador.

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A beneficiária Marina Pinheiros, de 39 anos, no ambiente onde vive com as duas filhas desde que entrou no programa municipal: "Vai ser sempre melhor morar aqui do que na rua, mas as condições estão horríveis" (Foto: Mário Rodrigues)

Há indícios de que a conivência desses profissionais não ocorre apenas por desleixo. “Alguns estão ganhando um dinheirinho para bater o cartão para os beneficiários sem que eles sigam para trabalhar, assim fazem vista grossa e garantem o pagamento na sexta”, diz Flávia. Segundo usuários ouvidos por VEJA SÃO PAULO, o pedágio custaria de 30 a 40 reais por semana.

Itens do uniforme dos varredores como calça, bota, camisa, boné e luva estão em falta, porque foram vendidos para comprar droga. Nem mesmo os sacos que forram os carrinhos de lixo escaparam. Parte do dinheiro arrecadado com furtos e os pagamentos da De Braços Abertos vão parar no bolso dos bandidos da área. “A maioria faz dívida com eles na quinta para acertar na sexta, tem uns que devem 200, 300 reais em droga. Quando ganho os 115 reais da semana, trabalhando todos os dias, uso 50 reais para pagar o que devo”, conta Flávia. Ou seja, ainda que sem intenção, o projeto ajuda a sustentar o tráfico. Considerando apenas o grupo de varrição, o negócio pode injetar quase 37 000 reais por semana na Cracolândia.

Procurado por VEJA SÃO PAULO para comentar as irregularidades, o governo municipal prometeu apurar os desvios. “Vamos investigar e tomar as devidas providências”, diz Luciana Temer, secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. “A região é muito complexa e os usuários estão inseridos em uma realidade bastante complicada. Sabíamos que teríamos de contornar diversos problemas.” Até mesmo a polícia encontra dificuldade por ali. “Assim que prendemos um traficante, aparece outro para vender no lugar dele. A substituição é muito rápida”, diz Ruy Ferraz Fontes, diretor do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

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O De Braços Abertos nasceu na gestão Haddad como uma alternativa inovadora para resolver o problema de forma mais humanitária, sem tratar os usuários como criminosos nem propor como única porta de saída ao vício um período de internação. Acabou virando uma das principais bandeiras da gestão. Em junho do ano passado, o prefeito ciceroneou o príncipe Harry, da Inglaterra, em visita às instalações do projeto.

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Depois de ser desmantelada, no início de 2014, a "favelinha" ressurgiu na esquina da Rua Helvétia com a Alameda Cleveland: usuários montaram cerca de cinquenta barracas, onde o tráfico de drogas acontece sob as lonas (Foto: Mário Rodrigues)

Um ano depois da implementação, a prefeitura atribuiu ao programa uma grande mudança na paisagem da região central, a começar pela diminuição do “fluxo”, nome que se dá ao movimento de pessoas que vendem e consomem droga nas ruas da Cracolândia, que caiu de 1 500 para 300 indivíduos nas contas oficiais. Outro ponto positivo envolveu a queda nos índices de violência na região da Luz. Ao longo de 2014, um levantamento da Polícia Militar mostrou que os furtos de veículo caíram pela metade e houve uma redução de mais de 30% nos registros de furto a pessoas.

Aos poucos, porém, começaram a ficar evidentes no local os sinais de uma recaída. Atualmente, cerca de 600 pessoas se concentram entre a Rua Helvétia e a Alameda Cleveland. O retorno de um volume maior de gente para a área contribuiu para o renascimento da “favelinha”. A aglomeração de barracas armadas naquele pedaço havia desaparecido no começo de 2014. Elas ressurgiram em agosto. Hoje, cerca de cinquenta estão armadas.

Os traficantes agem por ali com desenvoltura. “Isso dificulta muito nosso trabalho”, afirma Luciana Temer. “Temos denúncias sobre traficantes que tentam impedir que os beneficiários trabalhem.” Em fevereiro, Haddad anunciou um acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado para aumentar o combate ao crime naquela localidade. A parceria prevê a entrega de todas as imagens gravadas na região no último ano para ajudar as investigações da Polícia Civil.

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A relação entre as instâncias municipal e estadual, no entanto, nem sempre é amistosa. Em outubro passado, o prefeito afirmou que o aumento do número de usuários nas ruas e a volta dos barracos se deviam à baixa presença da Polícia Militar no local. O comando da corporação negou a acusação. O embate se repete em relação às políticas de saúde para a Cracolândia. O De Braços Abertos seria uma forma diferente de abordar o problema, em contraposição a projetos como o Recomeço, programa estadual que prevê a internação dos usuários, até mesmo forçada em casos extremos. Criada em janeiro de 2013, a iniciativa já realizou cerca de 50 000 atendimentos médicos e sociais na região da Luz e encaminhou 1 500 usuários da Cracolândia a centros de tratamento.

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Quarto da Pensão Azul, na Alameda Barão de Piracicaba: risco de interdição por problemas de segurança (Foto: Mário Rodrigues)

De acordo com os especialistas que apoiam o projeto de Haddad, a aposta na linha de redução de danos é a mais adequada. Uma das referências mundiais em tratamento contra drogas, Carl Hart, neurocientista da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, é um dos entusiastas. Para ele, a prefeitura acertou em apostar na reinserção social dos usuários. “Eles reconquistaram um papel na sociedade, e isso é encorajador”, afirma. Dentro dessa lógica, as prioridades são a recuperação da autoestima e a recolocação social. À medida que isso ocorre, a pessoa tende a reduzir paulatinamente o consumo de drogas.

Até aqui, porém, os resultados do De Braços Abertos em termos de recuperação de viciados não são nada animadores, ainda mais se for levado em conta o investimento de 10 milhões de reais. Da turma de dezesseis beneficiários do programa de Haddad que conquistaram independência e seguiram para o mercado formal de trabalho, em agosto de 2014, apenas sete continuam firmes no serviço.

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Um deles é Francisco Jorge Oliveira, de 57 anos, que foi usuário de crack por duas décadas. “Chorei quando vi meu registro na carteira de trabalho. Peguei firme e pedi a Deus que me desse força, pois seria minha última chance”, diz. Para Carlos Guimarães, diretor da Guima Conseco, empresa de serviços de limpeza que aceitou empregar os usuários, o desempenho deles é surpreendente. “Eles são dedicados e abraçaram a oportunidade”, elogia.

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O ex-morador da Cracolândia Francisco Jorge Oliveira, de 57 anos, que conseguiu um emprego fixo por meio do programa Braços Abertos: "Chorei quando vi meu registro na carteira de trabalho" (Foto: Mário Rodrigues)

Nas próximas semanas, a Guarda Civil Metropolitana deve fazer a remoção da “favelinha”. Além disso, nove famílias que atualmente vivem na Pensão Azul, um dos hotéis em situação mais periclitante, serão realocadas para outro endereço, na Freguesia do Ó. Outros moradores em melhor situação também serão encaminhados para estabelecimentos fora da Cracolândia. Até maio, a prefeitura pretende pôr na rua os trailers que levarão o De Braços Abertos a seis regiões da capital. Fazem parte dessa lista os bairros de Cidade Tiradentes, Santana, Vila Mariana, Santo Amaro, Jaguaré e M’Boi Mirim.

O programa foi inspirado em iniciativas semelhantes de outros países, como os Estados Unidos. Mas há uma diferença importante. Por lá, recebe o bônus financeiro apenas quem consegue ficar abstinente. “Quanto mais longe da droga, maior a compensação financeira”, explica o psicólogo André de Queiroz Constantino Miguel, da Unifesp. Essa ausência de um vínculo forte com o tratamento médico ainda é uma das principais lacunas do projeto da capital. “Enquanto a saúde não estiver presente de maneira mais intensa, não será possível acreditar em uma real recuperação dessas pessoas”, afirma Arthur Guerra, coordenador do programa de estudos de álcool e drogas da USP.

Essa discussão mostra que a Cracolândia não foi um fenômento improvisado. Ela é fruto de décadas de falta de consenso sobre como lidar com o problema e da ineficiência das ações do poder público. Apesar das boas intenções e da propaganda da prefeitura, o programa De Braços Aberto ainda não se mostrou capaz de mudar o cenário dramático da região.

O QUE É O PROJETO DE BRAÇOS ABERTOS...

Desde janeiro de 2014, o projeto De Braços Abertos oferece moradia, alimentação, seguro de vida e atividades de lazer e de capacitação técnica a usuários de drogas da Cracolândia. Em troca da prestação de serviços, como varrição de ruas e praças, eles recebem até 115 reais por semana. Atualmente, 453 pessoas estão cadastradas. Até agora, foram gastos cerca de10 milhões de reais com a iniciativa.

E OS PROBLEMAS...

Em um primeiro momento, a aglomeração de pessoas que vendem e consomem crack no meio da rua, também conhecida como “fluxo”, foi reduzida de 1 500 para 300, segundo dados da prefeitura. Nos últimos meses, porém, o número voltou a crescer. Hoje, em torno de 600 usuários circulam por ali diariamente.

Cerca de 15% dos beneficiários têm comparecido para trabalhar na varrição, conforme constatação da reportagem.

Os hotéis que integram o projeto sofreram sucessivos furtos de fiação, de encanamento e de louças de banheiro.

A RECUPERAÇÃO DA EX-MODELO

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Após repercussão da história de Loemy revelada por VEJA SÃO PAULO, o programa A Hora do Faro, da Record, ofereceu tratamento para a jovem (Foto: Mário Rodrigues)

A ex-modelo Loemy Marques, de 25 anos, completou quatro meses de internação em uma clínica em Sorocaba para tratamento contra o vício em crack. Em abril, ela será transferida para uma unidade em Mairiporã, onde dará início à reabilitação psicossocial. A nova fase deve durar até agosto. Com 1,79 metro, ela passou de 60 para 77 quilos e agora sonha em ser psicóloga com especialização em dependência química. Sua história foi revelada por VEJA SÃO PAULO em novembro de 2014. Loemy veio do interior de Mato Grosso tentar a carreira de modelo em São Paulo, mas o sonho acabou na Cracolândia, lugar em que viveu por dois anos.O atual tratamento é custeado pela produção do programa Hora do Faro, da Rede Record.

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  • Italianos

    Italy - Shopping Market Place

    Avenida Doutor Chucri Zaidan, 902, Itaim Bibi

    Tel: (11) 5183 3563

    VejaSP
    4 avaliações

    Atraem a clientela ao movimentado salão dos Jardins os pratos fartos como o filé de angus coberto por gorgonzola com tagliolini ao creme de cogumelo (R$ 69,00). Durante a semana no almoço, o menu executivo (R$ 62,00) pode incluir eventualmente a boa salada de folhas, abóbora, beterraba e amêndoa, além de creme brûlé na sobremesa. Só na filial do Market Place há opções para compartilhar. Uma delas é o sofiotti de queijo emmental, presunto e manjericão gratinado com parmesão (R$ 77,00, para três), um tantinho enjoativo.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cozinha contemporânea

    Cantaloup

    Rua Manuel Guedes, 474, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 3445 ou (11) 3078 9884

    VejaSP
    5 avaliações

    A parceria do proprietário Daniel Sahagoff com o chef Valdir de Oliveira tem mantido o Cantaloup numa posição privilegiada entre os representantes contemporâneos. Nota-se esse entrosamento pela qualidade de pratos como a tortinha de queijo gorgonzola doce enfeitada com noz-pecã e folhas de mache ao vinagrete de mel (R$ 39,00) e o lombo de cordeiro em crosta de amêndoa com risoto de cogumelo (R$ 98,00). Numa apresentação diferente, o petit gâteau de framboesa vem cercado por uma casquinha crocante ao lado de sorvete de pistache (R$ 29,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cozinha variada

    Bistrô Charlô

    Rua Barão de Capanema, 454, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3087 4444

    VejaSP
    Sem avaliação

    Depois de quase quatro anos, não é mais Chico Farah quem toma conta da cozinha desta casa do banqueteiro Charlô Whately. Antigo subchef, o jovem Gabriel Erbella assumiu o fogão. Não há alterações no menu, que traz sugestões de entrada como o polvo ao vinagrete imerso em azeite com um toque picante de pimenta dedo-de-moça (R$ 45,00). A costelinha tailandesa ao curry de legumes (R$ 65,00) é servida macia, macia, mas vez ou outra completamente sem sal. Na sobremesa, continua a estrela o pudim de leite com ameixa na calda de armanhaque (R$ 24,00), criado anos atrás por Charlô.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Razzmatazz

    Rua Wisard, 271, Vila Madalena

    Tel: (11) 2738 8522

    VejaSP
    1 avaliação

    Não, a casa não é uma filial da famosa balada homônima de Barcelona. Trata-se de um simpático bar roqueiro da Vila Madalena, onde se escuta uma boa trilha sonora, focada sobretudo no rock dos anos 90. Muitos dos frequentadores, entre 25 e 35 anos, gostam de bebericar de pé na varanda da frente. O drinque grounds of divorce é uma mistura docinha e agradável de cachaça, vermute, angustura, capim-santo e laranja-baía (R$ 18,00). O blackstar é um saboroso bolinho de maniçoba, prato típico paraense, preparado com folhas de mandioca-brava, linguiça e carnes de porco (R$ 26,00 a porção).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Botecos

    Sabiá

    Rua Purpurina, 370, Vila Madalena

    Tel: (11) 3032 1617

    VejaSP
    3 avaliações

    Uma agradável atmosfera boêmia encanta quem visita o Sabiá. O chão de ladrilhos e a iluminação baixinha, misturada à luz da rua filtrada pelos janelões, dão aquela imagem de sossego que a Vila Madalena perdeu por aí. A calmaria só é rompida pelo ruído da freguesia, contente em tomar um chope tirado no ponto (Eisenbahn Pale Ale R$ 10,00) e saborear as receitas que Graziela Tavares traz da cozinha. “Faço comida caseira”, conta a chef, desde 2011 na sociedade junto dos irmãos Leonardo e Stefânia Gola. Hipermacia, a língua bovina em fatias ao molho de vinho, com arroz e um sedoso purê de mandioquinha (R$ 40,00), é apenas um dos preparos cada vez mais apurados de forma deliciosamente simples no botequim.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Salgados

    Taquería La Sabrosa Cocina de México

    Rua Augusta, 1474, Cerqueira César

    Tel: (11) 2925 6189

    VejaSP
    5 avaliações

    Comer com as mãos faz parte da experiência nesta casa do mexicano Hugo Delgado, dono também do restaurante Obá. Como não há garçons, o cliente deve fazer o pedido direto no caixa e retirá-lo no balcão. A tostada de ceviche colimeño (R$ 15,50) é uma tortilla de trigo com guacamole, peixe branco marinado, cebola-roxa, cenoura, tomate, chile e azeitona. Também vão bem os totopos (triângulos crocantes de massa de milho) para mergulhar no molho pico de gallo (R$ 8,00). Durante a semana no almoço, são servidos combos que custam entre R$ 22,00 e R$ 28,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Rock

    Neu Club

    Rua Dona Germaine Burchard, 421, Água Branca

    2 avaliações

    Próximo à movimentada Avenida Francisco Matarazzo, uma rua tranquila abriga o Neu, clube aberto em 2008 por Dago Donato e pelos irmãos Guilherme e Luís Felipe Barrella. Com clima de encontro em casa, o endereço — que acaba de passar por uma minirreforma, que incrementou espaços como banheiros e bar — costuma reunir uma turma despojada, de 20 e poucos anos. Enquanto a galera conversa no quintal, o som rola na sala de estar, ou melhor, na pista de dança.

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    Parceria entre o fotógrafo Edward Burtynsky e a cineasta Jennifer Baichwal, Marcas da Água é um fenômeno tecnológico. Com drones, helicópteros e aviões, a dupla captou imagens aéreas impressionantes em países como Índia e Estados Unidos para dar um panorama de como as pessoas tratam e/ou se benefi ciam da água. Os registros passam da beleza do Rio Stikine, no Canadá, à sujeira dos curtumes à margem de um rio em Bangladesh. São instantâneos muitas vezes silenciosos em que as palavras se tornam dispensáveis — e o documentário pouco explicita suas intenções. Vale, contudo, deixar-se levar pelas câmeras leves e contemplativas dos realizadores e surpreender- se com construções como a barragem de Xiaolangdi, com 150 metros de altura, no Rio Amarelo, na China. Estreou em 26/3/2015.
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  • Documentário

    O Sal da Terra
    VejaSP
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    Indicado ao Oscar 2015 de melhor documentário, O Sal da Terra segue a linha cronológica para apresentar o fabuloso trabalho do mineiro Sebastião Salgado, radicado em Paris. É o diretor Wim Wenders quem narra a trajetória do economista que se exilou na capital francesa em 1973 e, lá, deu início a uma nova profissão. Das emblemáticas fotos de Serra Pelada passando pelos refugiados africanos, Salgado relembra as situações enfrentadas em suas aventuras pelo mundo. Voltado à recuperação da Mata Atlântica, também se dedica ao Instituto Terra, organização sem fns lucrativos criada por ele e por sua esposa em 1998. Bem resolvido para mostrar a carreira do biografado, o filme, no entanto, passa de raspão por questões afetivas e pessoais. Estreou em 26/3/2015.
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  • Amanda (Letícia Colin) é diretora de criação de uma agência de publicidade em São Paulo. Promissor artista plástico, o carioca Bruno (Caio Blat) ainda não se encontrou na vida. O destino deles se cruza quando são obrigados a dormir uma noite em Belo Horizonte após um contratempo no aeroporto da capital paulista. Rola um clima, uma transa, e, depois de um reencontro provocado por ele, a relação se torna mais firme. O romance, contudo, vai caminhar aos trancos e barrancos. Ponte Aérea se aproveita dos estereótipos de São Paulo e Rio de Janeiro — ela é a publicitária ocupadérrima, ele se comporta como um malandro desencanado e imaturo (e, convenhamos, embora um bom ator, fica difícil para o paulistano Caio Blat convencer como um carioca da gema). Diretora e roteirista, Julia Rezende (de Meu Passado Me Condena) acerta, no entanto, na embalagem. Capta a beleza (e só a beleza) das metrópoles em um romance de cartão-postal, entulhado de agressivos merchandisings. Estreou em 26/3/2015.
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  • Comédia dramática

    Em Um Pátio de Paris
    VejaSP
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    Antoine (Gustave Kervern) está separado da mulher e perdeu o emprego. A única saída para unir o útil ao agradável é trabalhar como zelador de um prédio. Sem experiência na profissão, mas simpático e esforçado, ele conquista a vaga. Aos poucos, aproxima-se de Mathilde (Catherine Deneuve), esposa do síndico, que atravessa um período de ansiedade e depressão. Antoine também não anda em seus melhores dias e faz uma combinação de álcool e drogas nada recomendável. Se boa parte de Em um Pátio de Paris sinaliza para a comédia, seu desenrolar toma o rumo do drama e surpreende a plateia com uma guinada muito baixo-astral. O diretor e roteirista Pierre Salvadori se deu melhor em Uma Doce Mentira (2010) e, aqui, tenta resgatar o clima mais leve da premissa acenando com uma conclusão piegas. Estreou em 26/3/2015.
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  • Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um lutador de boxe medíocre que trabalha como "cobrador" de um agiota, tem a chance de enfrentar Apollo Creed (Carl Weathers), o campeão mundial dos pesos-pesados, que teve a idéia de dar oportunidade a um desconhecido como um golpe publicitário.
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  • Com a carreira de cantora em alta, Jennifer Lopez anda aparecendo cada vez menos no cinema. Seu retorno às telas se dá num suspense genérico que, na caradura, ainda emula o cult Atração Fatal (1987). Em O Garoto da Casa ao Lado, a atriz interpreta a professora universitária Claire Peterson. Ela decidiu dar um tempo no casamento após uma traição do marido e vive com o filho adolescente. Solitária, sente uma comichão ao conhecer Noah (Ryan Guzman), o sobrinho de seu vizinho. O jovem rapaz tem vários atributos: bonito, musculoso, prestativo e culto. As qualidades dele fascinam Claire e, numa noite chuvosa, ela vai para a cama com o bonitão. No dia seguinte, Noah quer fazer dela sua amante, mas, arrependida, Claire recua. Dá para imaginar o que vem a seguir, certo? Estreou em 26/3/2015.
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  • Entre uma novela e outra, o ator Malvino Salvador tem feito investidas firmes no teatro, cercado de consistentes parcerias. Foi assim no ótimo Mente Mentira, dirigido em 2010 por Paulo de Moraes. Lançado no Rio de Janeiro no ano passado, o drama Chuva Constante, do americano Keith Huff, marca o reencontro do galã com o encenador. Se, na montagem anterior, Salvador dividia o palco com outros sete artistas, desta vez ele está lado a lado com um colega, o talentoso Augusto Zacchi, e muito mais exposto. A trama foca dois policiais, amigos de infância, envolvidos em acontecimentos que colocarão em xeque os conceitos de honra e lealdade. Denny (papel de Salvador) é casado, encantado com os filhos, mas um tanto bruto e de ética nebulosa. Mais sensível, o solteirão Joey (Zacchi) bebe além da conta e questiona a postura do colega, principalmente em relação à pouca atenção destinada a sua mulher. A direção de Moraes optou por um caminho que imprime menos agilidade, mas não chega a comprometer o espetáculo. Estruturada como dois monólogos que se fundem, a história é um bom veículo para a dupla. Zacchi, especialmente, tira bastante proveito disso. Salvador, por sua vez, não desaponta e comprova energia para formar uma bagagem teatral que já demonstra resultado. Estreou em 13/3/2015.  Até 31/5/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO