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Secretário de Saúde diz que capital se prepara para terceira onda da Covid

São Paulo atingiu a marca de 30 mil vidas perdidas para a doença na terça-feira (25); Edson Aparecido diz que será preciso mais medidas contra o vírus

Por Redação VEJA São Paulo 26 Maio 2021, 11h26

O secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, afirmou que, “seguramente”, uma nova onda de casos da Covid-19 irá atingir a capital. A fala aconteceu um dia após a cidade atingir a marca de 30 mil mortes provocadas pelo vírus durante entrevista concedida ao Bom Dia SP, nesta quarta-feira (26). 

“Há um aumento de casos já hoje na cidade depois daquele pico gigantesco que nós tivemos em março e abril com a P.1 (variante brasileira com origem de Manaus), e nós estamos nos preparando exatamente para uma nova onda, que seguramente vai atingir todo o Brasil e não vai ser diferente aqui na cidade de São Paulo”, disse Aparecido.

O secretário ainda fez uma ressalva sobre o ritmo lento de vacinação no Brasil e disse que será preciso adotar mais medidas de precaução contra a disseminação da Covid-19. “A vacinação segue, mas ela ainda em um ritmo que não é adequado, sob o ponto de vista de uma grande vacinação de massa no Brasil, e nós vamos precisar estudar eventuais medidas, não só sanitárias, mas também de ampliação de rede de atendimento aqui da capital”.

Imagem mostra trator transportando contêiner estampado com logo do Brasil, em que se lê
Chegada dos insumos da CoronaVac no Aeroporto de Guarulhos: mais doses são necessárias para atingir ritmo adequado Governo de SP/Divulgação

A cidade de São Paulo, assim como todo o estado, deixou de registrar queda no número de internações pela doença após o fim da fase emergencial, momento em que foram adotadas medidas mais restritivas. Março e abril foram os dois meses com maior letalidade provocada em decorrência do vírus. A gestão municipal está adotando novas medidas de fiscalização e controle em aeroportos e rodovias para evitar a chegada da variante indiana da Covid-19

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Previsão da terceira onda

O Instituto de Métricas de Saúde e Avaliação da Universidade de Washington, dos Estados Unidos, projetou que o Brasil deve alcançar 575 635 mortes devido à Covid-19 até o dia 1° de agosto junto a uma possível terceira onda da doença. A instituição também fez uma projeção mais otimista e outra com o pior cenário possível. 

Em entrevista à VEJA SÃO PAULO no início de maio, Rodrigo Stabeli, pesquisador e diretor da Fiocruz em São Paulo, afirmou que as previsões da universidade são confiáveis. “É um dos melhores grupos de projeção do mundo”, disse.

Podemos, sim, ter uma terceira onda. Nós não sabemos a intensidade dela. Se a gente continuar com esse comportamento de desmerecimento da pandemia, acredito que ela será pior que a segunda. Ainda temos uma baixa cobertura vacinal e uma população que teve pouco contato com a doença”, explicou o pesquisador na ocasião.

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