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Prefeito afirma que uso de máscara continuará sendo obrigatório na capital

Fala de Ricardo Nunes, apoiada pelo secretário Edson Aparecido, repercute intenção de Bolsonaro de desobrigar uso em alguns casos; SP prevê multa de R$ 524

Por Redação VEJA São Paulo 11 jun 2021, 17h48

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (DEM), e o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, afirmaram nesta sexta-feira (11) que o uso da máscara continuará a ser obrigatório na capital mesmo se a pessoa já tiver tomado a vacina e já tiver tido Covid-19.

A fala acontece após a declaração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que informou ter pedido ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um “parecer” para desobrigar o uso da máscara para vacinados e pessoas que já contraíram a doença. O presidente afirmou também que a decisão seria de governadores e prefeitos. “Em hipótese nenhuma”, disse Nunes, sobre possível desobrigação em São Paulo.

“O uso da máscara é cientificamente comprovado que ajuda a diminuir a transmissão, assim como lavar as mãos, usar álcool em gel, manter o distanciamento social. Na cidade de São Paulo nós vamos cobrar e vamos continuar na mesma linha de que o uso da máscara é muito importante”, afirmou o prefeito.

Marcelo Queiroga estava com Nunes e Aparecido em evento desta sexta de entrega de leitos para tratamento de pacientes com Covid-19 no Hospital Municipal Guarapiranga, na Zona Sul da cidade. Foram entregues 30 leitos de UTI e outros 35 de enfermaria, parte da promessa da gestão municipal de entregar 250 novos leitos até o final de junho para enfrentamento da alta de casos na capital.

O secretário da Saúde reafirmou que o uso do item é obrigatório por lei na cidade. “Na cidade de São Paulo a máscara é obrigatória. É lei e vai continuar a ser. Sobretudo, nós, autoridades, temos que dar o exemplo”, enfatizou. 

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De acordo com a regra, válida desde 2 de julho de 2020, uma pessoa que for vista sem máscara em espaços públicos e particulares de uso comum deve ser multada em R$ 524. Também há penalidades para estabelecimentos comerciais, que pagam R$ 5 025 para cada pessoa que estiver no local sem a proteção e multa de R$ 1 380,50 para ausência de placas que advirtam a obrigatoriedade do uso da máscara.

Para se defender das falas do prefeito e do secretário, o ministro da Saúde afirmou não ser “censor” das falas do presidente Bolsonaro e que fará um estudo sobre o uso da máscara do país.

“O nosso presidente da república já deixou claro ontem, quando citou para que fizesse os estudos, o presidente tem acompanhado o ritmo da velocidade da vacinação do Brasil, também de países que alcançaram uma cobertura vacinal, onde assistimos à flexibilização do uso de máscara. Vai ser o nosso caso”, disse Queiroga.

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