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Instituto Butantan anuncia na terça (12) eficácia geral da CoronaVac

Dados apontam a capacidade da vacina proteger em todos os casos: leves, moderados ou graves

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 11 jan 2021, 10h58 - Publicado em 11 jan 2021, 10h53

O Instituto Butantan irá anunciar nesta terça-feira (12) os dados referentes à eficácia geral da CoronaVac, imunizante contra a Covid-19 produzido em parceria com o laboratório Sinovac. A eficácia global aponta a capacidade da vacina proteger em todos os casos: leves, moderados ou graves.

Em entrevista à rádio CBN, o governador de São Paulo, João Doria, confirmou o anúncio. “O Butantan realizará amanhã (12) mais uma apresentação específica sobre a vacina, com dados complementares, às 12h45. Dimas (Covas) e outros cientistas vão discorrer sobre esse assunto.”

O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, em entrevista à GloboNews, explicou a importância dessa divulgação. “Esses dados que chamamos de eficácia global estão em posse do Butantan e da Anvisa, e dessa maneira saberemos todos amanhã essas informações que são de fundamental importância para que possamos inserir nas propostas da campanha, trazendo à tona essa qualidade de informações.” 

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Aprovação na Anvisa

A Anvisa informou que já fez a primeira triagem e que está incompleta a documentação entregue na sexta (9) pelo Instituto Butantan no pedido para uso emergencial da Coronavac. As equipes técnicas já estão em contato para regularizar a situação e para discutir prazos e cronogramas.

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A triagem dos documentos enviados é a checagem feita nas primeiras 24 horas para saber se constam do pedido todos os dados necessários. A fase seguinte é a análise. O prazo total para a agência aprovar ou não o pedido é de dez dias.

Segundo a nota divulgada pelo órgão, o Instituto Butantan informou que “apresentará os dados com brevidade” e a agência “continuará a avaliar a documentação que já foi enviada, de forma a otimizar esforços para uma decisão célere sobre o pedido”.

CoronaVac no Plano Nacional de Imunização

O Ministério da Saúde informou neste sábado (9) que fechou acordo com o Instituto Butantan, de São Paulo, para distribuir a vacina CoronaVac, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac, simultaneamente e gratuitamente em todos os estados brasileiros. “Assim, brasileiros de todo o país receberão a vacina simultaneamente, dentro da logística integrada e tripartite, feita pelo Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde”, informou, em nota, o ministério. As doses serão distribuídas por todos os estados de forma proporcional, obedecendo critérios demográficos e número de pessoas nas faixas de risco.

Dimas Covas, diretor do Butantan, também confirmou que o governo federal vai comprar toda a produção de vacinas do instituto e incorporar as doses no Plano Nacional de Imunização. Na quinta-feira, 7, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já havia afirmado que serão adquiridas 100 milhões de doses da CoronaVac. Em disputa política com o governador paulista João Doria, o  presidente Jair Bolsonaro, no entanto, dava sinais em público de que descartaria a “vacina chinesa”. Em uma live, disse que “a eficácia daquela vacina de São Paulo está lá embaixo”. 

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