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Governo de SP chama de “mentiroso” posicionamento do Ministério da Saúde

Doria afirmou que o estado recebeu menos doses da Pfizer; governo federal disse que SP retirou mais doses do Butantan do que o previsto

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 4 ago 2021, 19h21 - Publicado em 4 ago 2021, 19h20

O Ministério da Saúde realizou uma coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (4) para rebater as acusações do governador João Doria (PSDB) de que o governo federal enviou menos doses do que o previsto do imunizante da Pfizer. Após o posicionamento da pasta federal, a gestão paulista chamou de “mentirosos” os dados divulgados pelo Ministério.

Doria disse que São Paulo deveria receber 456 000 doses da Pfizer, mas foram enviadas 228 000. “SP não receberá boicotes do governo federal”, afirmou o tucano. Depois do caso, a secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, relatou que o estado retirou doses a mais da vacina do Instituto Butantan e, por isso, houve “compensação com outros imunizantes”.

“É mentirosa a afirmação da secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo”, diz nota do governo. “O Governo do estado de São Paulo reitera que está sendo penalizado pelo Ministério da Saúde pelo sucesso da sua campanha de vacinação, que enviou somente 50% das doses previstas para vacinar a sua população de maneira deliberada. O Estado de São Paulo recebeu ontem 228 000  doses a menos do previsto da vacina da  Pfizer, quando considerado o critério de distribuição equitativa realizada em todas as pautas de distribuição anteriormente enviadas”, segue a nota.

De acordo com Rosana, em duas ocasiões nas últimas semanas, São Paulo retirou mais doses do Butantan do que o previsto. “Na 33ª pauta eles deveriam ter recebido 620 000 doses e retiraram 678 000, a gente faz uma compensação”, disse. “Na 34ª pauta retiraram 271 000 doses e deveriam ter recebido 178 600, isso foi compensado com outros imunizantes”.

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“Com esta decisão arbitrária o Ministério da Saúde quebra o pacto federativo e coloca em risco a vida de milhares de cidadãos brasileiros que vivem em São Paulo.  O governo do estado de SP vai tomar todas as medidas cabíveis para que o direito dos seus cidadãos seja respeitado e a vida deles preservada”, finaliza a gestão João Doria.

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