Avatar do usuário logado
Usuário

Doria ameaça recorrer ao STF para receber doses da AstraZeneca

De acordo com as gestões estadual e municipal, o Ministério da Saúde deixou de repassar 1 milhão de vacinas destinadas à segunda dose; governo federal nega

Por 10 set 2021, 15h44 | Atualizado em 5 jun 2026, 07h07
O governador João Doria
O governador João Doria. (Governo de São Paulo/Divulgação)
Continua após publicidade
Doria ameaça recorrer ao STF para receber doses da AstraZeneca Priorizar nos meus resultados Google

O governador João Doria (PSDB) anunciou, nesta sexta-feira (10), que vai entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) caso não receba cerca de 1 milhão de doses da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19. Segundo ele, os imunizantes seriam destinados à aplicação da segunda dose por todo o estado. Nesta quinta (9), a falta de doses dessa vacina foi sentida na capital: 51% das 468 UBSs foram afetadas. A capital tem 200 mil pessoas com a segunda dose da AstraZeneca em atraso por conta da falta do imunizante nos postos de saúde.

“O Ministério [da Saúde] deve, sim, um milhão de doses da AstraZeneca e, se não der por aquilo que representa a proporcionalidade de São Paulo e seus 645 municípios, dará por determinação do STF, porque se nós não recebermos a vacina até a próxima terça-feira, como é a promessa do Ministério da Saúde, nós ingressaremos com outra medida no Supremo”, afirmou.

Destinados à dose de reforço, a falta desses imunizantes impedem que parte da população complete o ciclo vacinal contra a Covid-19. O problema ocorre desde o início da semana e gerou um novo impasse entre as gestões estadual, municipal e o Ministério da Saúde.

Doria afirma que até esta quinta (9) o governo do estado enviou dois ofícios ao governo federal cobrando o envio da vacina que deveria ter sido repassado, de acordo com o Plano Nacional de Imunização (PNI), mas não obteve resposta. Tanto o governo do estado como a prefeitura da capital paulista acusam o governo federal de alterar cronograma de envio e repasses de lotes, o que provoca desabastecimento dos postos do estado, principalmente os da capital.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que “não deve segunda dose de vacina Covid-19 da AstraZeneca ao estado de São Paulo”. Segundo o governo federal, o desabastecimento teria ocorrido porque o estado utilizou parte do imunizante destinado à segunda dose em aplicações de primeira dose.

Continua após a publicidade

O prefeito Ricardo Nunes (MDB), no entanto, negou o uso dos imunizantes da AstraZeneca para aplicação da primeira dose. “A Prefeitura de São Paulo, ela não utilizou a vacina da AstraZeneca ou de qualquer outra de segunda dose como primeira dose”, declarou.

+Assine a Vejinha a partir de 8,90.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês