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Pela 3ª vez, Anvisa pede mais informações da ButanVac para liberar testes

Pedido de autorização se estende desde 26 de março; João Doria pediu urgência ao órgão

Por 14 Maio 2021, 18h51 | Atualizado em 27 Maio 2024, 20h15
A imagem mostra uma mão segurando uma caixa da vacina ButanVac
A ButanVac (Divulgação/Governo do estado de São Paulo/Veja SP)
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu, nesta quinta-feira (13), ao Butantan mais informações sobre a ButanVac, candidata a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo instituto, antes de liberar os testes clínicos em humanos. A ButanVac pode ser a primeira vacina contra a Covid totalmente produzida em território brasileiro.

A informação foi divulgada por Dimas Covas, diretor do centro de pesquisas, na manhã desta sexta-feira (14), quando entregou mais um lote da CoronaVac ao Ministério da Saúde e suspendeu a produção da vacina por falta de matéria-prima.

“Ontem, nós recebemos mais questionamentos da Anvisa, mais 15 questões. Já estamos trabalhando e vamos responder a esses questionamentos o mais rápido possível pra que a gente possa iniciar os estudos clínicos com essa vacina. É essa vacina que vai nos trazer independência total no segundo semestre. Nós temos uma grande capacidade de produção e poderemos ajudar muito o país com essa vacina, que não dependerá da importação de matéria-prima”, disse Covas.

A ButanVac já foi testada em animais e o pedido de autorização se refere às fases 1 e 2 de testes da vacina em humanos. Esta é a terceira vez em que a Anvisa pede mais informações ao Butantan sobre o imunizante. O pedido de autorização foi feito a órgão pela primeira vez no dia 26 de março, quando o instituto de Covas anunciou seu desenvolvimento.

O governador João Doria, que também participou da coletiva de imprensa desta sexta (14), pediu urgência à Anvisa sobre a liberação dos testes clínicos.

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“Essa deveria ser uma aposta e um senso de urgência também por parte da Anvisa, estabelecidos os seus critérios científicos e de análise, para liberar o mais rapidamente possível e para que nós possamos ter uma nova vacina produzida no Brasil para a imunização dos brasileiros”, reforçou o governador.

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