Lita
Tipos de Vinhos: Espanhóis, Italianos, Bar-restaurante
Endereço: Rua Ferreira de Araújo, 333 - São Paulo - SP ver no mapa
Telefone: (11) 998862384
segunda-feira - Fechado
terça-feira 18:00 - 00:00
quarta-feira 18:00 - 00:00
quinta-feira 18:00 - 00:00
sexta-feira 18:00 - 01:00
sábado 18:00 - 01:00
domingo - Fechado
Informações adicionais: Lugares/Capacidade total (44)





O vinho dá as cartas no Lita, bar derivado do restaurante italiano-autoral Nelita, instalado do outro lado da fervilhante Rua Ferreira de Araújo. Um balcão oval, logo na entrada, serve de apoio para as garrafas e taças (em geral, as usadas ali são do tipo ISO, menores e em formato de tulipa).
O público se acomoda logo atrás, nas mesinhas perto da cozinha aberta, ou no piso de cima, onde está a adega envidraçada. Para chegar a essa atmosfera, a reforma durou dois anos. Demorou, mas o espaço, lindinho e intimista, tem de tudo para atrair casais e aficionados pela bebida.
A seleção dos quase 400 rótulos, assim como das vinte opções em copo que variam quinzenalmente ou mensalmente, são eleitas pelo sommelier Danyel Steinle, que tem o apoio no serviço de Nora Bass (os dois craques, aliás, concorreram ao prêmio na categoria sommelier por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER 2025). A dupla ajuda o público na escolha de sugestões, que não se prende em regiões ou estilos.
Nem só opções naturais ou convencionais povoam a lista. “A linha que eu sigo na carta é a de qualidade”, crava o sócio, que prioriza vinhos de mínima intervenção. Da Áustria, vem o Weinrieder Klassik 2021 (R$ 45,00 o copo), elaborado com a uva grüner veltliner, é um bom começo com leveza.
Ainda nos brancos, o Domaine Perraud Bourgogne aligoté 2022 (R$ 50,00 a taça ou R$ 295,00 a garrafa) também é fresco, mas tem um pouco mais de estrutura. O pulo para os tintos pode ser feito com a Espanha, representada pelo Elvínate Albahra 2022 (R$ 50,00 ou R$ 306,00), elaborado 100% com a uva garnacha tintorera.
Supervisionada por Tássia Magalhães, chef à frente do Nelita e companheira de Danyel, a cozinha também é sem marasmo e vai mudando o menu de tempos em tempos. Segue uma linha mais clássica, não sem ousadias. Há pratinhos pequenos para ir beliscando, como a porção de manjubinha que traz o peixe em duas versões – ao vinagrete e curado – junto de manteiga feita na casa e pão (R$ 36,00).
De origem napolitana, o paccheri alla scarpariello (R$ 72,00) vem com os tubos de massa em um molho de tomate cheio de sabor com um montinho de queijo Tulha. Este é um prato para um apetite maior, assim como o saltimbocca (R$ 92,00), bifinhos de vitela, de verdade, com presunto cru e sálvia servidos ao molho demi glace e um purê de couve-flor leve mais picles dessa hortaliça. Diferentemente de muitos bares de vinho, ainda que a bebida dê o tom, a cozinha brilha tanto quanto o cardápio líquido.





