Como “produzir” novas praças

Habitualmente ligado ao mundo do "luxo", o arquiteto Arthur Casas fala de seus novos projetos para a cidade

Autor do Hotel Emiliano, do interior do Shopping Cidade Jardim, do pavilhão do Brasil na Feira Universal de Milão, habitualmente ligado ao mundo do “luxo”, o arquiteto Arthur Casas fala no podcast #SPsonha de seus projetos para praças da cidade. Depois de se decepcionar com projetos entregues para o poder público (praça da Sé, largos no Pelourinho, em Salvador) que insistem em não sair do papel, o arquiteto sugere que novos empreendimentos imobiliários juntem forças para melhorar o entorno, sem depender do orçamento estatal.

“Há várias ruas da cidade ganhando prédios um do lado do outro, que não conversam. Cada um com um jardinzinho. E se os incorporadores conversassem e pensassem em investimentos conjuntos? É um ganha-ganha, valoriza o imóvel deles”, afirmou Casas ao redator-chefe da Vejinha Raul Juste Lores. Ele ainda fala do desafio de uma praça que está projetando entre o colégio Avenues, um condomínio fechado e uma favela, na Cidade Jardim, de como as lições da urbanista Jane Jacobs são atuais, e dos problemas que vê na avenida Rebouças, no Pacaembu e na rua Amauri.

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