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Clubes reformulam programas de sócio-torcedor para atrair fãs e renda

Usando vantagens na compra de ingressos e mordomias para assistir às partidas como moeda de troca, times usam dinheiro para reforçar as equipes

Por Silas Colombo Atualizado em 5 dez 2016, 12h14 - Publicado em 24 jul 2015, 19h33

Se no passado os times de futebol sonhavam em ter a maior torcida cantando nas arquibancadas, hoje as diretorias dos clubes travam uma batalha para apresentar a legião de fãs mais lucrativa. Com o mercado de patrocínios em baixa e a média de público nos estádios em queda — 6% a menos entre 2012 e 2014 —, a solução para manter os times competitivos vem sendo passar o chapéu na plateia. A vaquinha veio na forma dos programas de sócio-torcedor, que trocam uma mensalidade por vantagens na compra de ingressos dos jogos e mordomias na hora de torcer pelo clube de coração (veja galeria).

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Nas primeiras rodadas do campeonato de faturamento, o Palmeiras saiu na frente. Desde janeiro, seu plano de fidelidade angariou 60 000 clientes (de um total de 129 000) e 25 milhões de reais — a expectativa é que o valor dobre até dezembro. “Eles querem um elenco cada vez mais forte e estão dispostos a pagar por isso”, afirma o presidente do clube, Paulo Nobre. Com cerca de 30 milhões de torcedores — mais que o dobro do arquirrival —, o Corinthians ultrapassou em maio a marca de 100 000 sócios. Os novos adeptos são atraídos pela arena inaugurada em 2014 e por oportunidades de se aproximar dos ídolos. Em um dos modelos do plano, por exemplo, é possível acompanhar o aquecimento do time no ves tiá rio antes de ele entrar em campo.

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Quanto vale o show?

Como funcionam os planos de fidelidade dos quatro grandes

O sucesso dos rivais forçou o São Paulo a disponibilizar novos pacotes em junho. O plano anterior, que só facilitava a compra dos bilhetes, ficou estagnado. “Percebemos a necessidade de oferecer vantagens além do ingresso, pois temos mais torcedores que lugares no estádio”, diz o diretor de marketing, Vinicius Pinotti. Para atraírem mais associados, os clubes se filiaram ao Movimento por um Futebol Melhor, que funciona como um clube de descontos em produtos de supermercados, academias e faculdades. “É preciso ir além do ingresso e transformar o consumo passional em racional”, explica o gerente executivo do programa, Rafael Pucini.

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