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A melhor barista do Brasil trabalha em um café de São Paulo

Conheça a gaúcha Martha Gril, única mulher entre os vinte competidores, que venceu o Campeonato Brasileiro de Barista no último dia 9

Por Gabrielli Menezes - Atualizado em 12 Feb 2019, 18h54 - Publicado em 12 Feb 2019, 17h31

Campeonato Brasileiro de Barista 2019, principal competição nacional do setor, aconteceu entre os últimos dias 6 e 9 no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. Quem ganhou o título de melhor barista, profissional especializado em café, foi a gaúcha Martha Gril, 33 anos, única mulher em meio aos vinte aspirantes da categoria. O concurso é promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

Entre os participantes estavam os dois últimos vencedores da competição, Leo Moço, do Café do Moço, em Curitiba, e Thiago Sabino, da torrefação Sensory Coffee Roasters, em São Paulo. Como prêmio, Martha ganha a chance de representar o Brasil no campeonato mundial, World Barista Championship, que acontece em abril, em Boston (EUA).

Octavio Café
Octavio Café: onde trabalha a barista premiada Divulgação/Divulgação

A campeã trabalha no Octávio Café, enorme cafeteria na Avenida Faria Lima, desde 2016, quando teve o primeiro contato profissional com o ingrediente. “Me formei como atriz em Pelotas, no Rio Grande do Sul, e vim para São Paulo para seguir carreira nas artes cênicas. Entrei no Octávio por uma questão financeira, mas acabei me apaixonando e mergulhando no assunto”, conta Martha.

No início de 2018, ela trocou o balcão, onde preparava os cafés, pelo treinamento de novos baristas da rede, que conta com três unidades em São Paulo (Faria Lima, Shopping Eldorado e Shopping Cidade Jardim) e duas lojas no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. “Também testo a qualidade de todos os cafés que vão entrar na cafeteria.”

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A COMPETIÇÃO

A inscrição para a competição aconteceu em meados de janeiro deste ano. De lá para cá, Martha dedicava 10 horas por dia para se preparar para a prova. Chegou a provar 27 amostras de café até escolher o que ia utilizar nas provas: um bourbon amarelo da região do Cerrado Mineiro. “Tem sabores muito limpos de framboesa e uva. Além disso, é o mais doce que já provei”, explica.

Com o grão ela precisou preparar quatro expressos, quatro bebidas com leite e um drinque (sem álcool) autoral. Ela teve de apresentar essas nove versões enquanto proclamava um discurso (de tema livre) por quinze minutos no dia 8 — escolheu falar sobre os medos que envolvem a profissão. Tudo isso na frente de sete jurados, um deles internacional. Após outra etapa semelhante no dia seguinte, veio o resultado.

Arthur Malaspina, também do Octávio: vencedor da categoria dedicada aos métodos filtrados Gladstone Campos/Divulgação

A conquista não foi a única para o Octávio Café. Arthur Malaspina, que desenvolve perfis de torra para a marca, venceu outra categoria do concurso, Brewers Cup, dedicada aos métodos filtrados. O grão utilizado foi o catuaí amarelo, da fazenda Joia Rara, em Patrocínio (MG), extraído pela Chemex, uma cafeteira de vidro.

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Por enquanto, não há previsão de que as bebidas do concurso sejam servidas na rede, onde os clientes podem experimentar diferentes métodos de extração de café, como o aram (utilizado para produzir um expresso manualmente, sem energia elétrica). Custa entre 14 e 18 reais.

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