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10 lugares para celebrar o Dia da Coxinha

Confira um roteiro de onde saborear diferentes - e boas - versões do salgado em 18 de maio

Por Arnaldo Lorençato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 Maio 2026, 13h26 | Atualizado em 17 Maio 2026, 19h40
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Frangó: coxinha (Cássio Piccolo/Veja SP)
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Talvez seja o salgadinho mais amado do Brasil. Sim, ela, a coxinha de galinha, primeira e única. Obrigatória em muitas festinhas, presença frequente em bares e botequins da cidade. Há, porém, muita especulação sobre a origem da massa de batata recheada de frango desfiado, empanada e frita. Não se sabe ao certo quem a criou ou onde ela surgiu. Muitos dizem que foi em São Paulo. Quem criou essa joia culinária? Teria sido uma intuitiva cozinheira para muitos talheres no interior de uma residência ou chef tão cheio de técnica quanto de empáfia em um ambiente profissional?

Existe até uma história mirabolante envolvendo a família real brasileira no século XIX. A citação mais antiga do salgado foi encontrada nas páginas do Estadão de 1894 pela linguista Beatriz Daldosso Felippe. Melhor passar batido e aguardar que alguém faça uma pesquisa aprofundada sobre a origem dessa delicinha. A coxinha merece.

De tão desejado, o petisco ganhou um dia para ele: 18 de maio. E com o passar dos anos, foram desenvolvidas variações como uso de mandioca e até de mandioquinha (batata-baroa para os amigos cariocas), além de uma variedade de recheios para além da galinha. Tem de porco, pato, carne de boi, jaca…

Se você é fã como eu, mergulhe de cabeça nessa lista com dez endereços para não deixar o Dia da Coxinha passar em branco:

A Baianeira Masp

Sim, no melhor restaurante brasileiro por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER 2025 a coxinha é obrigatória. Feita de maneira clássica, ela não tem receita de Manuelle Ferraz, mas da mãe dela, dona Maria Auxiliadora. A porção de coxinha da mainha com seis unidades custa R$ 39,00. Avenida Paulista, 1500 (Masp), tel. 3266-6864. Tem acessibilidade.

Bar da Dona Onça

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Bar da Dona Onça: porção de coxinhas tradicionais com galinha caipira (Mauro Holanda/Divulgação)

A chef Janaina Torres orgulha-se de ter um cardápio brasileiro em seu bar-restaurante, que bomba o dia todo no térreo do emblemático Edifício Copan, um cartão-postal no centro da cidade. A coxinha feita sob sua orientação é de galinha caipira (R$ 46,00, quatro unidades). Avenida Ipiranga, 200, (Edifício Copan), Centro, tel. 3257-2016. Tem acessibilidade.

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Casa Rios

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Coxinha do Casa Rios: defumada na lenha (Lais Acsa/Divulgação)

 

 

Algumas mudanças ocorreram quando o chef Rodrigo Aguiar levou seu restaurante do Tatuapé para Pinheiros em março deste ano. Mas algo não se alterou nos pratos brasileiros com um toque autoral. É a porção de coxinha de galinha caipira, que, depois de frita, é defumada na brasa para, em seguida, ir à mesa com espuma de requeijão igualmente defumado. Sai a R$ 46,00 a porção com quatro unidades. Rua Deputado Lacerda Franco, 478, Pinheiros, tel. 2091-7323.

Dinho’s

Em seu novo habitat — o térreo do hotel Qoya — desde maio de 2023, na mesma Alameda Santos onde foi fundado em 1960, o restaurante de Paulo Zegaib tem uma coxinha deliciosamente metida à besta, daquelas inesquecíveis. É a versão à Villeroy, molho aveludado de destaque na França com receita ajustada por Antonin Carême e abrilhantada com variações elaboradas por Auguste Escoffier (1846-1935). O salgado, espetado em um palito, chega dourado, com recheio de um naco de frango envolto no tal molho branco (R$ 42,00, seis unidades). Alameda Santos, 86 – (Qoya Hotel), Paraíso, tel. 3016-5333. Tem acessibilidade.

Esquina do Souza

Porção de seis coxinhas sobre prato de louça branca envolta de potinho de molho de pimenta com uma delas, ao centro cortada ao meio com o recheio de frango à mostra.
Coxinha: especialidade mastigável do Esquina do Souza (Ligia Skowronski/Veja SP)

 

 

Engana-se quem pensa que o boteco de Deusdete Neris de Sousa faz sucesso apenas por suas famosas caipirinhas. Nas duas unidades, reina a coxinha graúda e vendida por unidade (R$ 12,00). A receita não é do bartender, mas da mulher dele Tatiane Balbino, a Tati. Sob a massa fininha, oculta-se o recheio de frango com requeijão. Rua Coronel Melo de Oliveira, 1066, Perdizes, tel. 2538-1861. Rua Carneiro da Silva, 185, Vila Leopoldina, tel. 364-4759.

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Frangó

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Frangó: coxinhas de frango com catupiry (Mario Rodrigues/Veja SP)

 

 

Quando a cerveja no Brasil praticamente se resumia a Brahma e Antarctica (bem antes do surgimento da Ambev e da união das duas marcas), Cassio Piccolo e o pai dele, Valdecyr Piccolo, fundaram o boteco em um casarão centenário do Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, junto com Norberto de Oliveira, para vender rótulos do mundo inteiro. Colocaram a Zona Norte no mapa da gastronomia paulistana. E tiveram um reforço e tanto: a receita de coxinha de dona Maria Brunhara Piccolo, mãe de Cassio Piccolo. A porção de dez unidades pequenas sai a R$ 68,00, e a versão individual em tamanho médio (R$ 12,50 a unidade).

Jiquitaia

Porção de coxinhas servida sobre pequeno prato de cor branca
Jiquitaia: versão com frango caipira (Kato/Divulgação)

 

 

No endereço com cozinha do chef Marcelo Corrêa Bastos, que ele montou em parceria com a irmã, a bartender Nina Bastos, não poderia faltar o salgadinho. E na versão clássica com recheio de frango caipira, bem úmido. A porção com cinco unidades miúdas, para comer em uma bocada só, sai a R$ 43,00. Rua Coronel Oscar Porto, 808, Paraíso, tel. 3051-5638. Tem acessibilidade.

Lupe Bar

Coxinha de pato no tucupi do Lupe
Lupe: versão diferente recheada de pato no tucupi (Ligia Skowronski/Veja SP)
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Não espere nada muito convencional nesse bar de Pinheiros. O chef Gabriel de Lucca Piantino faz uma versão com um toque amazônico. Adiciona ao recheio não frango, mas pato no tucupi. Não chega à mesa desacompanhada. A porção com quatro delas (R$ 46,00) vem com aioli de jambu. De tão boa, ficou em terceiro lugar na categoria em VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER 2025. Rua Cunha Gago, 625, Pinheiros, tel. 3819-4990. Tem acessibilidade.

Yoka

Yoka: um dos combos leva pastel de calabresa, muçarela e tomate, coxinha e pastenoli por R$ 25,00
Yoka: a coxinha disputa a atenção com as muitas versões de pastel (Yoka/Divulgação)

 

 

Não pense que na pastelaria trintona da Liberdade só os pastéis reinam. No salão espalhado por dois pavimentos, a coxinha também é um sucesso só. A tenra massa de batata envolve o recheio de frango desfiado antes de ser empanada e frita. Tem preço individual de R$ 13,70. Rua dos Estudantes, 37, Liberdade, tel. 3207-1795. Tem acessibilidade.

Zena Cucina

Cestinha com cinco unidades de coxinha e molho ao lado
Zena Cucina: porção com cinco unidades recheadas de carne de porco (Helena de Castro/Divulgação)

 

 

Nada de frango na trattoria do chef Carlos Bertolazzi em parceria com o jovem restaurateur Dudu Pereira. Vale ocupar um dos lugares na agradável varanda para saborear o petisco de casca fininha recheado de costelinha de porco (R$ 43,00, cinco unidades). Rua Peixoto Gomide, 1901, Jardim Paulista, tel. 3082-9362. Tem acessibilidade.

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