Lollapalooza Brasil 2026: os três melhores shows do festival
O evento reuniu 285 000 pessoas neste fim de semana no Autódromo de Interlagos, com shows de Sabrina Carpenter, Chappell Roan, Lorde e mais
O Lollapalooza Brasil 2026 reuniu 285 000 pessoas e proporcionou bons momentos musicais no Autódromo de Interlagos nesta sexta-feira (20), sábado (21) e domingo (22).
Apesar da lama, resquício da chuva de quinta-feira (19), e da péssima organização na saída via trem no primeiro dia — a superlotação na entrada da estação Autódromo fez o público demorar horas para chegar em casa —, a maratona foi muito feliz artisticamente.
Entre essas ótimas memórias, vale citar o rock barulhento dos Deftones, as grandes estreias de Chappell Roan e Doechii no Brasil e o retorno de Lorde ao país.
Para além dos headliners, se destacaram o playback sensual e divertido de Addison Rae, o pop-rock simpático de Djo e a voz e canções de Nina Maia.
Mas foram outros shows que ficaram no topo dessa lista. A Vejinha elenca, a seguir, os três melhores do festival, sem ordem de grandeza entre eles.
Os melhores shows do Lollapalooza Brasil 2026
TURNSTILE
Quem estava ligado na banda americana de hardcore punk, que lançou um dos discos mais aclamados de 2025, Never Enough (vencedor de dois prêmios Grammy), sabia que o show seria memorável.
Dito e feito. Foram alguns dos minutos mais agitados do evento, com moshpits e sinalizadores na multidão, regidos por um grupo de excelentes músicos no palco. Não precisava conhecer o repertório para entrar na roda.
Com quase nenhuma cenografia, um palco escuro e os rostos dos integrantes poucas vezes mostrados nos telões, o quinteto deu conta do recado com seus riffs e levadas contagiantes.
Para além do rock pauleira, é interessante o uso de elementos como sintetizadores e também as faixas mais pop, como Seein’ Stars. O auge da apresentação foi a música final, Birds, quando o cantor Brendan Yates pulou na multidão.
SABRINA CARPENTER
Estrela pop na crista da onda, a cantora americana consagrou o seu ótimo momento no palco do festival. Foi uma das artistas com maior desenvoltura no palco, à vontade e com domínio total da sua imagem nos telões.
O carisma, o cenário e a narrativa de programa de televisão criaram um espetáculo bem envolvente. Como deve ser o show de uma headliner, ela não deixou o ritmo cair nem por um segundo, embalando seus hits pop, como Manchild e Espresso.
Dançante, o repertório é também muito influenciado pela disco music, com muito groove e boas linhas de baixo. A sintonia com a multidão foi total.
TYLER, THE CREATOR
Como o nome anuncia, o rapper é um dos criadores mais talentosos da música contemporânea. Mas, além do repertório de hits que vão de um R&B de lindas melodias e acordes até um hip-hop mais agressivo e cru, o artista americano se mostrou um baita showman.
Diferente das divas pop que encerram a sexta (20) e o sábado (21) no Palco Budweiser, Tyler se apresentou sozinho, com uma cenografia minimalista, apenas com telões. Dançando, gritando, cantando e rimando, ele comandou muito bem o espetáculo e guiou o público pela sua discografia.
Um ponto que diferencia bons de ótimos shows, claro, é a conexão com a plateia. Ele se divertiu e agradeceu os fãs, fez um número especial para a cidade e citou nominalmente suas referências na música brasileira: Gal Costa (1945-2022), João Gilberto (1931-2019) e Marcos Valle.
Com vinte músicas, a escolha do repertório foi um acerto. Foi interessante perceber que tanto as músicas do seu disco mais recente, Don’t Tap the Glass (2025), como de trabalhos antigos, como Goblin (2011), engajaram — apesar de ter sido o menor público entre os três dias naquele horário.





