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Bala Desejo lança lado B e completa disco de estreia em ritmo de baile

A banda carioca soltou hoje as 6 faixas restantes do disco Sim Sim Sim; confira entrevista com o grupo

Por Tomás Novaes 16 fev 2022, 15h23 | Atualizado em 16 fev 2022, 15h28
Imagem mostra quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, carregando instrumentos em meio a vegetação.
O quarteto: Zé Ibarra, Julia Mestre, Dora Morelenbaum e Lucas Nunes. (Lucas Vaz/Divulgação)
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A mais nova banda do pedaço, Bala Desejo, formada pelos cariocas Zé Ibarra, Julia Mestre, Dora Morelenbaum e Lucas Nunes, lançou hoje o lado B do seu disco de estreia, Sim Sim Sim.

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As 6 novas faixas, contando com dois interlúdios, ChupetaSim Sim Sim, fecham o ótimo disco que transborda melodia e pulsa união. “É um retrato da nossa realidade até então e o que a gente procura a partir disso”, disse Dora em entrevista do grupo à Vejinha.

Projeto que nasceu de um convite do selo paulistano Coala Records, a trupe carioca já traçava caminhos paralelos e contava com parcerias entre si – Julia e Dora em carreiras solo, Lucas e Zé com a banda Dônica, junto de Tom Veloso, caçula de Caetano Veloso.

“A gente vive essa nossa união há muito tempo, e como a gente pensou em expandir isso pro resto do mundo, fica mais legal ainda ver a resposta do público, ver as pessoas se envolvendo”, disse Lucas.

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Assim como a primeira metade do álbum, o lado B apresenta músicas festivas (Lambe LambePassarinha) e outras mais introspectivas (Muito Só, Cronofagia), mas todas apontando para a mesma direção: a ode ao encontro, à união – e, consequentemente, ao amor. “Todas as forças do mundo apontam para esse lugar individualista. Em meio a isso, a gente pensa que quanto mais pluralidade melhor”, sintetizou Dora.

Nesta metade do álbum, todas as músicas foram feitas à oito mãos (a única do disco que não é autoral é a faixa Nana del Caballo Grande, composição de Federico Garcia Lorca e Sergio Aschero). Um processo definido por Lucas como “confuso, caótico e maravilhoso ao mesmo tempo”.

O caos dessa união musical criou um disco que soa como imenso abraço sonoro – ou como um bom beijo molhado. Ambientações harmônicas surpreendentes e melodias cativantes são marca em todas as faixas. Vale a pena ouvir.

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