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Amaarae fala sobre funk: “O Brasil é um dos meus países favoritos”

Confira a entrevista com a cantora pop ganesa-americana, que se apresenta no C6 Fest neste sábado (23), no Parque Ibirapuera

Por Tomás Novaes 22 Maio 2026, 08h00
Amaarae em SP: show no C6 Fest
Amaarae em SP: show no C6 Fest (Jenna Marsh/Divulgação)
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Amaarae é uma cantora pop ganesa-americana que conecta os sons dançantes da diáspora negra, transitando do dancehall ao funk brasileiro, e se apresenta no C6 Fest neste sábado (23), no Parque Ibirapuera.

O ritmo nacional está presente no disco Fountain Baby (2023), na faixa Angels in Tibet, e no mais recente Black Star (2025), em Stuck Up.

Em ascensão, a artista traçou parcerias com Kali Uchis, Childish Gambino e Janelle Monáe nos últimos anos. “Ela é incrível, misturando pop com afrobeat”, diz o curador do festival Ronaldo Lemos. Confira o papo com a cantora a seguir.

Quais são as suas expectativas para o show no C6 Fest?

Estou muito animada. Minha expectativa é que vai ser divertido. Toda vez que venho ao Brasil, me divirto muito. Amo as pessoas de lá. Amo meus fãs de lá. Então, estou animada para dar a eles um bom show.

Quem são os seus artistas brasileiros favoritos?

Sinto que não tenho ouvido muitos artistas brasileiros novos ultimamente. Tenho me interessado mais pelos produtores do que pelos artistas, e gosto mais dos produtores que também são DJs.

No seu último álbum você colaborou com o DJ brasileiro Mu540. Como foi essa experiência?

Eu sou fã do Mu540 há uns dois anos,  e estava em Miami trabalhando com El Guincho e ele disse que o conhecia e poderia nos apresentar. Quando eu vim para o Brasil no ano passado, minha equipe entrou em contato com a equipe do Mu540. Nos encontramos, fizemos algumas músicas, ele foi ao meu show, saímos juntos. Espero que possamos continuar trabalhando juntos.

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Na última vez que você veio aqui ao Brasil, você tocou no Afropunk Experience. Como foi?

Na verdade, trabalhei em várias músicas do Black Star no Brasil. Honestamente, o Brasil é provavelmente um dos meus países favoritos que já visitei. Fiquei em São Paulo, não tive a oportunidade de ir ao Rio na época, mas as pessoas foram incríveis. Fui a uma praia maravilhosa, a umas duas horas da cidade. Infelizmente não me lembro do nome, mas era a praia mais bonita em que já estive. Os pores do sol eram incríveis. As pessoas eram muito legais. Meus amigos me levaram a um samba, é assim que se chama? Fui a dois sambas. E também fui a uma festa underground, que foi muito legal. Me diverti bastante. As pessoas me trataram muito bem. A comida era incrível. A hospitalidade. As festas. As praias. Então, mal posso esperar para voltar.

Como e quando você começou a se aproximar do funk brasileiro?

Foi talvez em 2015 ou 2014. Meu primo me mostrou uma música, Bololo Haha (hit do MC Binn), foi minha primeira introdução ao funk. E aí eu comecei a me empolgar. E acho que um dia eu estava ouvindo música e o Spotify estava me recomendando várias coisas seguidas. E eu pensei: “Meu Deus, isso é incrível”. Sempre carreguei o funk no meu espírito, sempre fui fã. Quando trabalhei no meu primeiro álbum, tem uma música chamada Jumping Ship, e essa foi a primeira vez que experimentei algumas influências do funk. No meu segundo álbum, Angels in Tibet foi uma das músicas mais importantes do álbum e tinha bastante ritmo funk misturado com bateria afro. Aproveito toda a chance de injetar funk na minha música. Obviamente, no Black Star eu vim para o Brasil e trabalhei com Mu540, Maffalda, Carlos do Complexo, Deekapz, foi muito legal.

Sobre o Black Star, qual a importância de celebrar a cultura da diáspora negra e a conexão entre os diferentes países?

A importância está em traçar como mantivemos nossa linhagem através do som. Quando fui ao Brasil há dois anos, também fui a Portugal naquele verão. Em Gana, todos os portos na praia foram construídos pelos portugueses. E nesses portos eram negociados cana-de-açúcar, arroz e, infelizmente, escravizados. Sinto que a música que começou na África Ocidental viajou para o Brasil, infelizmente, através do tráfico de escravos. A linhagem que vejo em Portugal, que vejo no Brasil, o som da música, o som dos tambores, os padrões dos tambores são todos semelhantes. E sinto que é assim que mantemos nossa conexão uns com os outros e com nossa cultura, e com a música da diáspora negra em geral. Porque isso meio que leva ao dancehall, e com o dancehall há a conexão jamaicana com Nova York, e foi assim que o hip-hop começou. Se você der a volta completa em um círculo, estamos todos conectados uns aos outros de uma forma ou de outra.

Qual a sua música favorita do Black Star?

É provavelmente B2B.

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O que você pode contar sobre novidades?

Não quero revelar tudo, mas espero que em breve eu possa começar a trabalhar em novas músicas. Por enquanto, estou focada em um projeto de um filme. Acabamos de filmar algumas cenas em Gana, vamos filmar o resto em Londres.

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