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Saulo Yassuda, repórter e crítico de bares de VEJA São Paulo Notas Etílicas Por Saulo Yassuda Dicas, novidades e observações do mundo dos bares e das bebidas

Campanha Gaúcha ganha selo de qualidade na produção de vinhos

Saiba mais sobre a área que produz mais de 5 milhões de litros da bebida por ano

Por Saulo Yassuda Atualizado em 20 jan 2022, 14h24 - Publicado em 12 jun 2020, 06h00

Você ainda vai ouvir falar da Campanha Gaúcha, no extremo sul do país, paralela ao Uruguai. Com 44365 quilômetros quadrados (pouco maior que a Dinamarca), essa fatia de terra com catorze municípios e 1560 hectares de plantação de uvas viníferas é a mais nova região vinícola do país a levar o selo de indicação de Procedência (IP).

Está oficialmente reconhecida pelo instituto nacional da Propriedade industrial (Inpi), por sua boa reputação na produção da bebida — mais de 5 milhões de litros por ano, em média, de acordo com dados do instituto Brasileiro dos vinhos (Ibravin). “O título incentiva o público a comprar com mais confiança, além de estimular o enoturismo”, acredita Clori Izabel Giordani Peruzzo, fundadora da vinícola Peruzzo, em Bagé, e presidente da Associação de Produtores dos vinhos Finos da Campanha Gaúcha, com dezessete membros.

Antes da nomeação, já era possível encontrar rótulos de lá em cartas de restaurantes premiados da cidade, como o brasileiro Tordesilhas, e em prateleiras de mercados chiques, como o Casa Santa Luzia, onde se acha o Campaña Cabernet Sauvignon (R$ 77,00), da Bodega sossego, de Uruguaiana.

Embora os vinhos da área demarcada levem o mesmo carimbo, é difícil falar de um estilo que seja a cara da extensa faixa de terra, onde se cultivam 36 castas viníferas. Mesmo com essa diversidade, a região se mostra pró- pria para os tintos. “Destaca-se pela tannat e pela cabernet sauvignon”, diz Julio Gostisa, da Routhier & Darricarrère, em Rosário do Sul.

Mais quente e menos chuvoso que a serra Gaúcha, o território tem, em geral, dias mais longos e solos que drenam bem a água, o que favorece a boa maturação das cepas. o relevo, quase plano, permite a mecanização e a produção em escala. Por isso, grandes grupos se instalaram por lá.

A Salton mantém, desde 2010, uma propriedade em santana do Livramento. Antes disso, já trabalhava com pequenos produtores locais. “Nossa chegada catalisou a implantação de mais vinhedos”, diz o enólogo Gregório Salton, que lançou, no ano passado, um vinho com o nome da IP, das tintas marselan e tannat.

Desde 2009 a Miolo controla a pioneira Alma- dén, também em santana do Livramento, por lá desde os anos 70, com 450 hectares de parreiras, além da Quinta do seival, em Candiota, com 200 hectares — a soma dos dois espaços é quase metade da área produtiva da IP, repleta de pequenas vinícolas, com menos de 15 hectares.

“Há muito potencial para investimentos”, diz Adriano Miolo, diretor-superintendente do grupo de mesmo nome. “A Campanha é promissora na qualidade dos vinhos e no enoturismo”, afirma Thiago Mendes, embaixador do international Wine Challenge no Brasil e fundador da Eno Cultura.

Conheça algumas das vinícolas da região:

BATALHAS VINHAS & VINHOS
Instalada em Candiota, é conhecida pelos varietais de cabernet sauvignon. vinhosbatalha.com.br.

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BODEGA SOSSEGO
A propriedade, em Uruguaiana, além de gado, tem 5 hectares de plantação de uvas. Produz o Campaña Cabernet Sauvignon. sossego.net.

BUENO WINES
O narrador Galvão Bueno mantém em Candiota, desde 2010, a Bellavista Estate, que faz oito rótulos. buenowines.com.br.

DUNAMIS VINHOS
Fundada em 2010 em Dom Pedrito, chama atenção pelo varietal de tannat. dunamisvinhos.com.br.

GUATAMBU
É uma das vinícolas que investem em enoturismo, com 20 hectares em Dom Pedrito. guatambuvinhos.com.br.

ROUTHIER & DARRICARRÈRE
Fundada por franco-uruguaios e um canadense, tem opções como Salamanca do Jarau, 100% cabernet sauvignon. redvin.com.br.

VINÍCOLA CAMPOS
Desde 2002 planta uvas em Itaqui. Faz vinhos como o tinto Tosquia, medalha de ouro no Wines of Brazil Awards 2019. camposdecima.com.br.

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